DURANTE A REINTEGRAÇÃO
Ex-moradores do Pinheirinho denunciam policiais por abuso sexual
Camila Moura - 03/02/2012 - 17h05
Atualizada às 11h44 4/2
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Seis ex-moradores do bairro Pinheirinho pertencentes à mesma família afirmaram na última quarta-feira (01/2) abuso sexual, entre outras violências, por parte de policiais do Grupamento Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) durante a desocupação do terreno em São José dos Campos. O senador Eduardo Suplicy testemunhou a denúncia lavrada no MP-SP (Ministério Público de São Paulo).
Segundo a denúncia, na noite de 22 de janeiro, dia da reintegração de posse, a casa foi invadida por cerca de 12 policiais militares que permaneceram no imóvel por mais de quatro horas. Duas jovens relataram que foram isoladas dos familiares e obrigadas a praticar sexo oral em policiais militares. O rapaz que as acompanhava foi empalado com um cabo de vassoura e está preso.
Ao final das agressões fisícas e psicológicas, os policiais elegeram os rapazes para autuação, deixando um idoso de 87 anos com as moças na residência.
As vítimas também disseram que os policiais da Rota danificaram objetos e levaram pertences e dinheiro. Os policiais apresentaram cocaína como se tivesse sido encontrada na casa, porém todos confirmaram que não existia drogas nem armas no imóvel. Os policiais também teriam sido vistos consumindo cocaína na viatura dentro de um dos quartos. Durante o depoimento, foi apresentado o cartucho como prova do disparo de um tiro.
Em declarações feitas ao Jornal Folha de S.Paulo, o comandante-geral da PM, Álvaro Batista Camilo, disse que as acusações feitas contra os 12 PMs da Rota fazem parte de uma campanha para "difamar" a operação da polícia durante a reintegração de posse do Pinheirinho.
"Nós somos uma instituição séria e um dos nossos três pilares é o respeito aos direitos humanos. Não compactuamos com abusos e não há espaço para maus policiais", disse o comandante-geral ao jornal.
Eduardo Suplicy relatou hoje (3/2), no plenário do Senado casos de violência sexual cometidos pelos policiais e pediu providências a autoridades do estado de São Paulo e do governo federal para que seja garantida proteção às vítimas dos episódios.
Ainda segundo declarações publicadas na Folha, Camilo, na quinta-feira, (2/2) ele conversou com o senador Eduardo Suplicy sobre as acusações feitas contra os 12 PMs da Rota e esclareceu que a Corregedoria da corporação irá investigar de maneira rigorosa o caso.
Abaixo, veja trechos dos testemunhos aos quais o senador se refere, presentes no documento elaborado pelo Condepe (Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana) e enviado ao Ministério Público.


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