JORNALISTA ASSASSINADO
Associação pede apuração séria do caso Rodrigo Neto
Da Redação - 11/03/2013 - 18h32

A Altercom (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação) divulgou um comunicado exigindo que seja realizada uma investigação completa e ampla do assassinato do jornalista Rodrigo Neto, morto em Ipatinga (MG) na madrugada da última sexta-feira (8/3), em suposta decorrência de sua atuação como investigador de crimes cometidos no Vale do Aço.

A associação exprime um apelo de que o crime não seja esquecido impune como mais um de muitos praticados contra a liberdade de expressão, em que jornalistas, blogueiros e comunicadores são vítimas, em especial os vinculados a aparelhos de segurança do Estado. Por meio da nota, defendeu ainda que a investigação passe às instâncias federais.

Entenda o caso

O jornalista Rodrigo Neto, que apresentava o programa Plantão Policial, na rádio Vanguarda, e escrevia para o jornal Vale do Aço, foi assassinado a tiros, na madrugada de sexta-feira (8/3) enquanto saía do estabelecimento “Churrasquinho do Baiano”, em Ipatinga. Os assassinos, que chegaram de moto e não tiraram os capacetes, atingiram o jornalista na cabeça e no tórax. Rodrigo, após ser levado ainda com vida ao hospital, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Rodrigo Neto investigava assassinatos ocorridos no Vale do Aço, supostamente cometidos por policiais que poderiam estar envolvidos com grupos de extermínio. O jornalista já havia recebido ameaças de morte que, segundo acreditava, estariam relacionadas à sua atuação na investigação.

Leia na íntegra a nota da Altercom:

"Federalização, justiça e apuração séria do caso Rodrigo Neto

A Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação – ALTERCOM se junta a outras entidades e exige do Estado brasileiro em todos os seus níveis investigação exemplar do assassinato do jornalista Rodrigo Neto, que foi executado em Ipatinga (MG), na madrugada do dia 8/3.
Rodrigo Neto apresentava o programa Plantão Policial, na rádio Vanguarda, e escrevia para o jornal Vale do Aço. Antes do assassinato, o jornalista havia denunciado ameaças de morte e tinha convicção de que elas eram decorrentes de sua atuação profissional. O jornalista investigava crimes cometidos por policiais no Vale do Aço e estaria escrevendo um livro sobre o tema.
A ALTERCOM exige que o crime não seja mais um dos tantos praticados contra a liberdade de imprensa e de expressão e que continuam impune no País. Infelizmente, a morte de Rodrigo Neto é apenas mais uma da sequência de assassinatos contra jornalistas, blogueiros e comunicadores que apuram denúncias de corrupção relacionadas ao crime organizado, em especial, àquele vinculado a aparelhos de segurança do Estado.
Em relação a esses crimes, a ALTERCOM defende a federalização da investigação e vai encaminhar que isso seja realizado imediatamente no caso Rodrigo Neto.
Se os assassinos e os mandantes da execução de Rodrigo Neto continuarem soltos , morre um pouco a liberdade de expressão e de imprensa. Morre um pouco nossa democracia.

São Paulo, 11 de março de 2013

ALTERCOM"

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