Sábado, 25 de março de 2017

AGU quer investigação de promotora que pediu quebra de sigilo telefônico do Planalto

15 de abril de 2014

Da Agência Brasil

A AGU (Advocacia-Geral da União) entrou nesta terça-feira (15/4) com uma reclamação disciplinar no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) para apurar a conduta da promotora Márcia Milhomens Sirotheau Correa, do MP-DFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios).

O pedido foi feito após a defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, ter informado ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a promotora pediu a quebra do sigilo das ligações de celular feitas na área do Palácio do Planalto.

O pedido faz parte da investigação para apurar se Dirceu usou celular no Presídio da Papuda, no Distrito Federal. A assessoria do MP disse que a promotora  vai se manifestar apenas no processo.

Márcia pediu ao STF a quebra do sigilo das ligações telefônicas dos envolvidos. A promotora forneceu as coordenadas geográficas da região, indicando a longitude e latitude das áreas onde as ligações teriam ocorrido.

Segundo o advogado de Dirceu, uma das coordenadas está localizada no CIR (Centro de Internamento e Reeducação), onde o ex-ministro está preso. O outro local, de acordo com a defesa, é o Palácio do Planalto. Para justificar a afirmação sobre as localizações, o advogado anexou o laudo de um engenheiro agrônomo.

Na mesma petição, a defesa de Dirceu reafirmou que o ex-ministro não falou ao celular e pediu que a autorização de trabalho externo em escritório da advocacia seja concedida. Também foram anexadas as contas de celular de James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, suspeito de ter conversado com Dirceu.

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