Segunda-feira, 29 de maio de 2017

Breno Fischberg

Ex-sócio da corretora Bônus Banval é condenado a 5 anos e 10 meses por lavagem de dinheiro
Por Paulo Cézar Pastor Pinheiro

 

Sócio da corretora Bônus Banval, Breno Fischberg foi condenado por lavagem de dinheiro e absolvido da acusação de formação de quadrilha. A pena ficou em 5 anos e 10 meses, mais multa de R$ 572 mil.

De acordo com Joaquim Barbosa, que defendeu a tese vencida de formação de quadrilha, o esquema do mensalão se fortaleceu com o ingresso da corretora Bônus Banval – o sócio Fischberg na empresa era Enivaldo Quadrado.

Para o relator da Ação Penal 470, a participação da corretora inaugurou-se uma nova forma de lavagem de dinheiro. “Começou a entrega em domicílio, uma inovação total. Ninguém precisava se apresentar, o dinheiro era entregue em casa”, observou Barbosa.

A defesa de Fischberg, representada por Guilherme Alfredo Moraes Nostre e Leonardo Magalhães Avelar, do escritório Moraes Pitombo, que também defendeu Quadrado, negou que as atividades da corretora pudessem ser relacionadas à lavagem de dinheiro e à formação de quadrilha.

Os dois sócios alegaram que haviam suposto que Marcos Valério queria comprar a corretora. Por conta disto, atenderam alguns pedidos de Valério para realizar algumas operações sem suspeitar que poderiam ser ilícitas, o que incluiu quatro saques no Banco Rural.

Durante a sustentação oral, Guilherme Nostre não negou a existência do mensalão, mas excluiu Fischberg dos fatos. “Não estou dizendo se houve mensalão, se não houve mensalão. Estou dizendo que não há como Breno Fischberg avaliar essa situação. Seu papel é de profunda insignificância”, afirmou o advogado.