Sexta-feira, 24 de março de 2017

Jacinto Lamas

Ex-tesoureiro do antigo PL é condenado a 5 anos de detenção e pagar multa de R$ 260 mil
Paulo Cézar Pastor Monteiro

 

Acusado de receber R$ 1 milhão no esquema do mensalão em nome do presidente do antigo PL (atual PR), Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas foi condenado a cinco anos de prisão e a pagar uma multa de R$ 260 mil.

Ex-tesoureiro do PL, Lamas foi denunciado por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, mas neste último delito foi inocentado, por conta de um empate na análise do mérito, resultado que favorece o réu. Em relação ao crime de corrupção, Lamas também acabou beneficiado na fase da fixação da pena, pois a punição escolhida pela maioria dos ministros foi inferior a dois anos, logo, declarada prescrita.

Segundo o ministro Joaquim Barbosa, Costa Neto e Jacinto Lamas se uniram aos sócios da empresa Guaranhuns, José Carlos Dias e Lúcio Funaro, para ocultar o repasse de dinheiro do chamado “valerioduto” ao PL.

A defesa de Lamas argumentou que ele apenas cumpria ordens de Costa Neto e que o ex-presidente do PL era quem “efetivamente controlava tudo no partido, inclusive a parte financeira e negociações políticas”. Afirma ainda que Lamas não tinha influência dentro do PL, e que era de sua responsabilidade apenas a “parte técnica voltada à propaganda do Partido Liberal”. Ao receber os valores a mando de Costa Neto, desconhecia sua origem supostamente ilícita.

Na sustentação oral, o advogado de Jacinto Lamas, Délio Lins e Silva Junior, disse que o esquema pode ter existido, mas sem a participação de seu cliente. Em uma linha de defesa destoante da maioria dos advogados, ele disse que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) têm que separar os “mensaleiros dos mensageiros”.