Quarta-feira, 26 de abril de 2017

João Magno de Moura

Ex-deputado do PT alega que PGR não comprovou crime de lavagem de dinheiro

Acusado de crime de lavagem de dinheiro, o ex-deputado do PT de Minas Gerais, João Magno, se defende afirmando que utilizou o dinheiro recebido para pagar dívidas contraídas nas campanhas para o legislativo e para a prefeitura de Ipatinga (MG) realizadas, respectivamente, em 2002 e 2004.

A Procuradoria Geral da República afirma que Magno teria “se valido do mecanismo de lavagem disponibilizado pelo Banco Rural” para receber R$ 360 mil, utilizando como intermediários dois assessores, Paulo Vieira Albrigo e Charles Antônio Ribeiro, após ter combinado diretamente com Marcos Valério para receber a quantia.

Absolvido pela Câmara dos Deputados em 2006, Magno sempre afirmou que agiu de boa fé. Sua defesa alega que não há comprovação de um crime antecedente ao suposto delito de lavagem de dinheiro e que a denúncia contra ele teria sido feita de “forma genérica”.“Não há nenhum documento, ou sequer depoimento, seja do senhor Marcos Valério, da senhora Simone Vasconcelos, da senhora Karina Somaggio e de outros que afirmam que o ora defendente ou seus assessores tivessem conhecimento de outra origem dos valores que lhes foram repassados que não o Partido dos Trabalhadores.”

A defesa afirma que Magno não conhecia a origem dos recursos e que não fez a prestação de contas à Justiça Eleitoral porque faltava documentação, que só teria sido enviada por Delúbio Soares em setembro de 2005.

Além disso, também alega que Magno não tirou proveito pessoal dos R$ 360 mil recebidos, que foram repassados ao Partido dos Trabalhadores para quitação de despesas das campanhas a deputado federal e prefeito. Estes pagamentos foram comprovados.