Sexta-feira, 24 de março de 2017

José Luiz Alves

Assessor diz ter confiado na palavra de ex-ministro sobre licitude de dinheiro sacado

Acusado de lavagem de dinheiro por ter efetuado saques no Banco Rural, a pedido do então ministro dos transportes Anderson Adauto, José Luiz Alves, alega em sua defesa que retirou R$150 mil a serviço do ex-ministro.

Na defesa feita por Roberto Garcia Alves Pagliuso, o ex-assessor de Adauto alega que não sabia a origem ilícita do dinheiro. Ele afirma que o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, havia informado a Anderson Adauto que os recursos eram provenientes de empréstimos do PT, razão pela qual as verbas disponibilizadas teriam origem lícita.

Segundo a defesa, como Alves achava que a origem do dinheiro era o próprio PT, não houve o crime de lavagem de dinheiro.  “É inegável que para que haja o crime a necessidade de ficar provado que o acusado tinha ciência da prática dos crimes antecedentes, com a vontade dirigida de ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade dos recursos”, destaca Pagliuso.

De acordo com o advogado, a relação de 11 anos com ex-ministro dos transportes Anderson Adauto, não dava motivos para que Alves não acreditasse do que lhe fora passado, “Anderson Adauto  foi informado  por Delúbio Soares que o recurso  disponibilizado pelo PT era proveniente de empréstimos bancários e, demais,  sabia que o PT tem uma fonte de recursos, que é a contribuição  partidária descontada dos contra-cheques de seus filiados”  e foram estas informações que Adauto repassou  para o acusado, garantindo a boa origem dos recursos,  diz a defesa.