Quarta-feira, 26 de abril de 2017

José Roberto Salgado

Ex-executivo do Banco Rural foi condenado a 16 anos de prisão

Por Fabiana Barreto Nunes

Responsável pela área internacional do Banco Rural, José Roberto Salgado foi foi condenado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas, e a uma pena de 16 anos e 8 meses de prisão, mais o pagamento de R$ 926 mil em multas.

Para o MPF ( Ministério Público Federal), era o “braço do Banco Rural no exterior” e teria cometido o crime de evasão de divisas quando pagou os gastos da campanha do PT à presidência em 2002. De acordo com a denúncia, ele também seria responsável, com outros executivos do Banco Rural, pelo esquema de pagamento a parlamentares que apoiavam o Governo Federal, ele é acusado também de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.

Leia a sustentação oral da defesa: “Thomaz Bastos diz que provas contra ex-executivo do Banco Rural são escassas”

Porém, segundo as alegações elaboradas pelo advogado Marcio Thomaz Bastos, não houve remessa ilegal de recursos para a conta no exterior dos publicitários Duda Mendonça e Zilmar Fernandes, mas a transferência entre duas contas mantidas no exterior. Salgado diz que não há qualquer documento, testemunha, relatório de análise ou laudo pericial que comprove a acusação do MPF.

O MPF acusa o Banco Rural de não informar ao Banco Central e ao COAF ( Conselho de Controle de Atividades Financeiras) a existência das operações de empréstimos ao PT e às empresas de Marcos Valério, nem sobre a movimentação de dinheiro em espécie dentro do Banco. Por causa disso, incrimina os executivos do banco, inclusive Salgado.

Segundo Bastos, como responsável pela área internacional do banco, Salgado não participou da concessão de nenhum dos empréstimos concedidos à empresas de Marcos Valério.

A defesa de Salgado também destaca que o Ministério Público se utilizou dos mesmos fatos para imputar dois tipos de crime, o de gestão fraudulenta de instituição financeira e o de lavagem de dinheiro. A defesa alega que há Bis in idem, afirmando que os mesmos fatos deram origem às imputações dúplices.