Segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vinícius Samarane

Executivo do Banco Rural é condenado a 8 anos por lavagem e gestão fraudulenta

Por Felipe Amorim

O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o atual vice-presidente do Banco Rural, Vinícius Samarane, a 8 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira. Samarane, que à época do escândalo era diretor de Controles Internos do banco, também deverá pagar uma multa no valor de R$ 598 mil. O réu foi absolvido dos crimes de evasão de divisas e formação de quadrilha.

Junto com mais três ex-executivos do banco, Samarane integra o chamado núcleo financeiro da denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República). O relator Joaquim Barbosa concordou com a acusação e entendeu que a assinatura de Samarane em relatórios da instituição sobre os empréstimos tomados pelas empresas de Marcos Valério e pelo PT são suficientes para atestar o dolo e a omissão de Samarane, o que comprovaria a sua participação no esquema criminoso.

A defesa do réu, encabeçada pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, tentou demonstrar que os empréstimos, além de terem sido quitados, foram corretamente avalizados e seguiram os padrões normais de conduta do banco. Em caso de condenação, ponderava o advogado, os atos dos gestores do Banco Rural deveriam, no máximo, ser enquadrados no delito de gestão temerária — quando não há intenção de praticar o crime, e sim imprudência do executivo. Pelo crime, Samarane pegou 3 anos e 6 meses de prisão; o placar dessa fatia contabilizou 8 votos condenatórios — apenas o revisor Ricardo Lewandowski e o ministro Marco Aurélio absolveram o réu.