Fenalaw 2013 -

domingo, 25 de junho de 2017

Clientes estrangeiros exigem conhecimentos não jurídicos, diz advogada

16 de outubro de 2013

Por Sérgio Oliveira

A conquista de clientes no exterior é resultado de um trabalho dedicado, que envolve estudo dos mercados e networking, analisou Marcela Berger, sócia do escritório Azevedo Rios, Berger, Camargo e Presta Advogados e Consultores Associados, na palestra “Internacionalização de Escritórios: Quais as Oportunidades para que Escritórios Brasileiros Atuem no Exterior e como Aproveitá-las”, ocorrida na tarde desta quarta-feira (16/10) na Sessão Escritórios da 10ª edição da Fenalaw.

“O advogado deve saber mais sobre o negócio do que o empresário e sempre tomar a iniciativa. Um diferencial é o interesse pela operação do cliente, por seu dia a dia. Em atuação internacional, há diversas formas de se obter informações sobre o cliente e a região. Internet, junto a câmaras de comércio, consulados etc. Se você quer atuar no mercado de sapatos de Milão, por exemplo, deve ir a eventos na cidade, se apresentar e explicar às pessoas o que pode fazer por elas”, disse a palestrante.

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Para expandir a atividade para o exterior, o advogado deve determinar um foco geográfico e setorial, e aprofundar o seu conhecimento nessas áreas, explicou Marcela. Em seguida, é preciso que visite a região escolhida, em congressos ou férias, e faça contato com os empresários locais. Outro ponto importante é entender como funciona o mundo acadêmico do país e a prática jurídica – por exemplo, atuar em Portugal é mais simples do que na China.

O networking deve ser organizado e sistemático, afirmou a advogada. Após trocar cartões, deve-se organizar os contatos e, sempre que possível, se comunicar com os conhecidos. Essa regra vale também para aqueles que não apresentam uma oportunidade imediata, pois, no futuro, a situação pode ser diferente.

A situação econômica do país era melhor há três anos, mas ainda oferece muito espaço para crescer. E como tratar os estrangeiros que estão vindo para o Brasil? Na visão de Marcela, mostrando a realidade sem excesso de críticas e sem “criar dificuldades para vender facilidades”. Os advogados devem ser transparentes, sensíveis às necessidades dos clientes e atentos às diferenças entre as leis dos países de origem de seus clientes e as do Brasil. Além disso, os profissionais não devem se limitar às informações jurídicas, mas sim estarem bem-informados e preparados para passar um panorama do cenário político, econômico e empresarial no Brasil. Por fim, depois de contratados, os advogados precisam prestar atendimento de alta qualidade, caso contrário, correrão o risco de ser substituídos por concorrentes mais atenciosos.

Para saber mais sobre a 10ª Fenalaw, acesse a programação.

Fenalaw 2013

Centro de Convenções Frei Caneca
São Paulo-SP
15, 16 e 17 de outubro de 2013
Para mais detalhes, acesse o site da Fenalaw.

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