Fenalaw 2013 -

domingo, 25 de junho de 2017

Escritórios especializados profissionalizam serviço de advocacia de correspondência

18 de outubro de 2013

Por Sérgio Oliveira

Escritórios de advocacia sempre precisam dos serviços de correspondentes, afinal, é impossível atender todas as cidades do Brasil. Porém, é difícil e trabalhoso encontrar profissionais confiáveis. Cientes destas necessidades e problemas, Renato Muniz Xavier e Vitor Maldonado tiveram uma ideia simples, mas inovadora: criar escritórios especializados em advocacia de correspondência. Os dois conversaram com o Última Instância durante a 10ª Fenalaw, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro

“Trabalhando em escritórios grandes do Rio de Janeiro, nós identificamos a necessidade de maior profissionalização dos advogados do interior. Eles não tinham mentalidade de empresa, não tinham ânsia de pegar novos trabalhos enquanto não tivessem necessidades financeiras. Dessa forma, nós propusemos aos sócios dos escritórios [no qual trabalhávamos] ir para estas cidades e construir uma estrutura de melhor prestação de serviços de correspondentes”, diz Renato. Assim, nasciam o Muniz Xavier Advogados e o Maldonado Advogados Associados.

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No começo, eles mesmos (Renato e Vitor), separadamente, mas em parceria, faziam as audiências e diligencias nas cidades do interior fluminense para conhecer os locais, o modo de funcionamento do Judiciário e os anseios dos clientes. Passaram a divulgar o empreendimento, montaram parcerias e viram o número de clientes crescer. Surgiram, inclusive, convites para que fizessem o caminho inverso e passassem a prestar serviços na capital.

A principal dificuldade encontrada foi cultural: a mentalidade interiorana dos profissionais locais. “Eles ‘brincavam de advogar’, não tinha cobrança, metas”, afirma Renato. Ele e Vitor logo perceberam que, se quisessem prosperar, seria preciso inserir o pensamento da metrópole e das empresas na cabeça dos correspondentes. E o fizeram por meio de fidelização e treinamentos.

E como funciona o trabalho dos correspondentes? Vitor afirma que eles recebem os documentos dos casos alguns dias antes das audiências e, com base neles e em sua experiência jurídica, preparam a defesa que apesentarão ao magistrado. No entanto, os correspondentes não participam da elaboração das peças processuais.

Alguns correspondentes têm contrato de exclusividade, outros não – são os freelancers. Estes são mais frequentes em cidades menores, onde há pouquíssimos advogados bons. Eles recebem por caso, e lucram com o volume de ações. A única exigência que Renato e Vitor fazem é não ter conflito de patrocínio. Já os advogados exclusivos recebem um salário fixo do Muniz Xavier Advogados e do Maldonado Advogados Associados. Além disso, o seu dia a dia é mais tranquilo, com menor volume de processos para cuidar.

Renato e Vitor estiveram na Fenalaw pelo segundo ano consecutivo. “O nosso intuito é solidificar a marca no mercado de correspondentes do Rio de Janeiro”, esclarece o último. Eles defendem que a contratação de seus serviços por escritórios de advocacia trazem segurança trabalhista a estes (pois não correm riscos de um correspondente acionar a Justiça pedindo o reconhecimento de vínculo trabalhista) e economia tributária (pela redução de impostos devido à contratação de pessoa jurídica). E, uma vez estabelecidos, não descartam expandir seus serviços para todo o país.

Fenalaw 2013

Centro de Convenções Frei Caneca
São Paulo-SP
15, 16 e 17 de outubro de 2013
Para mais detalhes, acesse o site da Fenalaw.

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