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sábado, 29 de abril de 2017

Gastar menos é desafio para advogados

29 de outubro de 2013

Por Luíza Giovancarli

Independentemente da área em que atua, advogados de escritórios e departamentos jurídicos sempre se deparam com a mesma situação: como evitar gastos elevados e ao mesmo tempo garantir a qualidade do trabalho? A busca pela redução de custos é hoje essencial, tanto que alguns escritórios já vêm focando a atenção na necessidade de olhar para dentro do próprio negócio e adquirir uma cultura que possibilite menos gastos. No contencioso de massas, isso fica bem evidente, já que o volume das ações envolve geralmente grandes quantias de dinheiro, bem como processos especiais ou complexos que podem até mesmo colocar em risco o próprio negócio da companhia.

“Você tem várias perspectivas pra se encarar essa questão dos gastos. Uma das coisas onde o jurídico corporativo hoje coloca maiores esforços é na liquidação do passivo existente, na gestão do passivo da carteira dele. A não gestão do passivo é um prejuízo, por isso hoje grande parte dos orçamentos do departamento jurídico é redirecionada para a liquidação do passivo existente. Isso é o que a gente chama de gestão de risco”, afirma Luis Camps, diretor de Compliance na Amil/ United Health Group.

Em uma empresa pública ou mista, a redução de gastos também é priorizada. “O simples fato de ser um gestor de empresa pública já o obriga, automaticamente, a prezar e até mesmo perseguir a eficiência, princípio importante da administração pública”, aponta Antonio Minhoto, sócio no Baeta, Minhoto e Boudeville Advogados.

Para reduzir os custos da empresa uma das medidas possíveis é colocar parte do orçamento em medidas preventivas, ou seja, controle e antecipação de riscos. “Você pode aplicar uma gestão do passivo excedente, pode investir para rever a sua maneira de atuação implementando medidas preventivas, revisar sua operação e alterar seus contratos”, afirma Camps.

“A redução de custos se dá na contínua busca de redução de despesas correntes, o que atinge desde racionalização do uso de energia elétrica, papel e telefone, até chegar na adoção de tecnologias que possam gerar a um só tempo ganho em eficiência e redução de custos. Há um aspecto até cultural que precisa ser trabalhado ligado à idéia de que o recurso público é algo “infinito” e “sem dono”. É preciso trabalhar nesta frente cultural também. Não é uma equação simples, mas não vejo outro caminho”, explica Minhoto.

A tecnologia é grande aliada neste processo, já que sua utilização permite uma redução tanto do espaço físico, utilizado para armazenamento, quanto uma diminuição do tempo para elaborar documentos.

“Muitos escritórios estão em lugares nobres da cidade, imagina você economizar espaço do papel, desocupar esse espaço físico economiza em metros quadrados. Fora os benefícios que são difíceis de mensurar como achar o documento com rapidez, achar um documento que você não acharia antes como base para algum trabalho”, finaliza  Henrique Barreto de Aguiar, diretor de Novos Negócios na Docwise.

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