Fenalaw 2013 -

domingo, 25 de junho de 2017

Gestão de pessoas aumenta rentabilidade de escritórios de advocacia

16 de outubro de 2013

Por Sérgio Oliveira

Escritórios de advocacia que desejam crescer e aumentar a sua rentabilidade devem investir no desenvolvimento de seu pessoal e de suas equipes. Quem dá o conselho é Carlos Eduardo Cavalcante Ramos, sócio fundador da banca Cavalcante Ramos Advogados. Na manhã desta quarta-feira (16/10), ele participou da palestra “Gestão de Pessoas e Carreiras em Escritórios de Advocacia: Como Atuar na Remuneração Estratégica e Retenção de Profissionais”,  promovido pela 10ª edição da Fenalaw.

“Qual é a importância das pessoas em uma organização jurídica? Máxima. O talento sempre vai fazer a diferença, em qualquer negócio. As (organizações jurídicas) que usam as pessoas de forma eficiente estão crescendo. O conceito de cargo se perdeu, hoje o trabalho é multidisciplinar, em equipes. Antes, não havia senso coletivo. Hoje, quem quiser prosperar, vai ter que entender do todo”, disse o palestrante.

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No início de seu discurso, Carlos conceituou gestão de pessoas como “a área que constrói talentos por meio de um conjunto integrado de processos e cuida do capital humano das organizações, o elemento fundamental do seu capital intelectual e a base do seu sucesso”. Onde há seres humanos, há uma cultura. Para que as empresas sejam bem-sucedidas na gestão de pessoas, é necessário construir uma cultura forte, que valorize os indivíduos e os permita maximizar as suas habilidades em prol da entidade.

De acordo com o palestrante, as habilidades das pessoas se dividem em “hard skills” (competências técnicas) e “soft skills” (competências comportamentais, relacionadas à inteligência emocional). Os gestores, que geralmente negligenciam estas habilidades, devem procurar desenvolvê-las por meio de avaliações de desempenho (que permitam conhecer a vida dos profissionais), feedbacks (retorno das avaliações aos empregados), coaching (lições proferidas por sócios, advogados de outras áreas ou especialistas externos) e programas de capacitação e desenvolvimento (realizados periodicamente).

Segundo Ricardo, uma boa remuneração por si só não é suficiente para reter advogados e estagiários da nova geração. Entre os anseios desses indivíduos estão o incentivo ao desenvolvimento de suas competências jurídicas e não jurídicas, o reconhecimento por seus feitos e a possibilidade de participar dos resultados do escritório.

Dessa maneira, as bancas de advocacia que queriam desenvolver talentos e reter profissionais de alto nível precisam criar planos de carreira, práticas de meritocracia, incentivos à capacitação profissional e constante apresentação de desafios aos advogados. De acordo com o palestrante, somente assim será possível extrair o máximo dos profissionais e, consequentemente, dos escritórios.

Para saber mais sobre a 10ª Fenalaw, acesse a programação.

Fenalaw 2013

Centro de Convenções Frei Caneca
São Paulo-SP
15, 16 e 17 de outubro de 2013
Para mais detalhes, acesse o site da Fenalaw.

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