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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Pequenos e médios escritórios conquistam seu espaço no mercado

25 de outubro de 2013

Por Luiza Giovancarli

Muito se fala da importância sobre o que os pequenos e médios escritórios conquistaram no mercado jurídico atual. Por trabalharem, em muitos casos, atendendo ao cliente de forma personalizada, dentro de determinados nichos de mercado, tais escritórios acabam conquistando a confiança dos clientes, mostrando que o tamanho da banca não é o primordial para se ter um negócio de sucesso, mas sim, uma equipe qualificada e entrosada com as especifidades que atendem.

Para Adrien Gaston Boudeville, sócio no Baeta, Minhoto e Boudeville Advocacia, hoje a relação entre os pequenos e médios escritórios com departamentos jurídicos de empresas é positiva. “Os pequenos e médios escritórios entenderam que é essencial assimilar a padronização de feedback dos grandes escritórios, uma vez que os clientes tornaram-se exigentes no quesito de resposta rápida aos seus problemas jurídicos. Desta forma, as estruturas jurídicas das pequenas e médias bancas se sobressaem a escritórios de maior porte, pelo fato de poderem se dedicar mais aos problemas do cliente dando-lhe a importância  necessária para sua resolução da celeuma jurídica”, aponta.

No entanto, alguns problemas sempre podem surgir nesta relação, até mesmo por falta de conhecimento por parte de quem contrata os serviços. Para Boudeville, alguns departamentos jurídicos de grande empresas  por muitas vezes vinculam-se a uma banca advocatícia retrógrada, pois temem que  a decisão na busca de um escritório de menor porte não seja consentida por sua diretoria. “Neste sentido, tais departamentos preferem ser atendidos pelo “auxiliar do ajudante do assessor do assistente do estagiário” do que por um advogado dedicado de um pequeno escritório. Por medo de enfrentar a sua diretoria, os departamentos jurídicos de algumas empresas preferem ser mau atendidos por um escritório de escola, do que serem bem atendidos por um escritório de pequeno e médio porte”, afirma o especialista.

O esforço de mudar esta cultura, porém, vem gerando um efeito positivo para este setor. Muitos escritórios butique e de pequeno porte têm mostrado que em um mercado competitivo o importante é mostrar um serviço diferenciado e personalizado ao cliente. Assim, muitos vêm escolhendo se especializar em determinados segmentos a fim de dominar o assunto, podendo atender aos clientes com mais conhecimento na sua área. Adrien acredita que mesmo assim é possível melhorar ainda mais a eficiência do e produtividade dos departamentos jurídicos junto aos escritórios. “As dicas que recomendo são: trabalho, respeito e verdade. Sem esse tripé nada funciona. Cabe ao pequeno escritório entender que sem um trabalho eficiente nada dará certo, sem respeito ao cliente sua banca não evolui e sem a verdade nas tratativas com o cliente todo o trabalho e respeito estará perdido”, finaliza o advogado.

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