Rocha Mattos afirma que fitas do caso Celso Daniel estão com a Justiça
Da Redação - 25/10/2005 - 14h25
Segundo Richa Mattos, as conversas envolvem, além de Carvalho, o ex-secretário de Serviços Municipais de Santo André, Klinger Luiz Oliveira, apontado como um dos principais articuladores do esquema de corrupção na prefeitura; Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de ser o mandante do assassinato; o empresário de ônibus Ronan Maria Pinto; um deputado estadual do PT; e o deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP).
Segundo o juiz, Carvalho instruía Ivone, a viúva de Celso Daniel a comportar-se como "uma viúva sofrida" no programa de televisão de Hebe Camargo. Para ele, nas conversas "não havia o mínimo lamento de ninguém pela morte do prefeito; era um morto muito pouco querido".
Rocha Mattos afirmou que Carvalho e Klinger orientavam os depoimentos do caso e tudo era repassado para o deputado José Dirceu (PT-SP). Segundo o juiz, eles também falavam em código, com receio de estarem sendo grampeados e combinavam pagamentos. A apuração do assassinato, segundo o juiz, não interessava ao PT porque mostraria a corrupção em Santo André. Isso também fica claro nas ligações, afirmou.
O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Moraes (PFL-PA), afirmou que a Comissão não fez acordo, como delação premiada ou benefício de redução de pena, com o juiz João Carlos da Rocha Mattos. "A CPI não negociou com Rocha Mattos. Não estamos preocupados com o que pensam determinados setores da sociedade. O que estamos preocupados é com a verdade", disse.
Rocha Matos está preso há dois anos. Ele foi condenado a três anos de prisão por vender sentenças judiciais para beneficiar criminosos, mas será julgado ainda por outros crimes como falsidade ideológica, corrupção passiva e peculato.
Acareação - Neta quarta-feira, a CPI fará a acareação entre o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e os irmãos de Celso Daniel, João Francisco e Bruno Daniel. Os irmãos acusam Carvalho de participar do esquema corrupção na prefeitura de Santo André.
Efraim negou que a acareação será feita em sessão fechada. "Não há sentido em fechar esse depoimento, porque não há pressão do Planalto nem solicitação de nenhum parlamentar nesse sentido, e o requerimento foi aprovado para que fosse uma acareação aberta".
Fonte: Agência Estado

















