CPI do Tráfico de Armas quer a prisão preventiva de dois advogados do PCC

Da Redação - 17/05/2006 - 18h27

A CPI do Tráfico de Armas aprovou nesta quarta-feira (17/5) requerimento que pede a prisão preventiva dos advogados Sérgio Wesley da Cunha e Maria Cristina de Souza Rachado, que representariam integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). As representações ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal devem ser enviadas na manhã desta quinta, segundo informou a assessoria da CPI.

O ex-funcionário da Câmara dos Deputados Arthur Vinícius da Silva, que era um dos responsáveis pelo som do Congresso, disse ter vendido uma fita com o áudio da sessão do dia 10 da CPI do Tráfico de Armas para esses advogados.

O presidente da CPI, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), disse que por enquanto a comissão não deve pedir a prisão de Silva por acreditar que ele está colaborando. "Vamos avaliar com a assessoria jurídica da Casa e com as três polícias o que vamos fazer com Artur. Mas em razão dele estar colaborando, ser primário e ter residência fixa, talvez continue como réu colaborador".

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) disse que trechos da sessão de quarta-feira passada (10) da CPI foram transmitidos para presídios de São Paulo. "Os advogados conseguiram o áudio da sessão reservada e transferiram esse áudio para a central do PCC, que o reproduziu, em áudio-conferência, para todos os presídios paulistas", disse Faria de Sá.

A CPI aprovou também requerimento que pede à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a suspensão do registro dos acusados, além de um pedido de proteção para o ex-funcionário da Câmara Artur Vinícius da Silva e o indiciamento do líder do PCC Marcola.

Outro lado
Sérgio Wesley da Cunha disse a Última Instância que não é advogado de integrantes do PCC e que apenas acompanhou o depoimento de seu cliente, Leandro Lima de Carvalho, à CPI no último dia 10. Leandro foi preso em flagrante no dia 1°, acusado de porte ilegal de armas (oito fuzis), e por isso foi chamado a depor à comissão.

"Meu cliente ainda não foi chamado pela Justiça para prestar depoimento, mas, na única chance que teve de se defender, ao falar à CPI, negou ser matador do PCC. Eu não tenho clientes do PCC", disse o advogado. Para Cunha, é "invenção" da CPI o pagamento de R$ 200 pelos CDs. "Essa informação só valeria R$ 200? Não valeria muito mais?"

Com informações da Agência Brasil


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