Empresa nega fraude em importações da butique Daslu

Da Redação - 23/05/2006 - 18h12

Em resposta à denúncia do Ministério Público Federal sobre fraude em importações de mercadorias da butique Daslu, a importadora Columbia Trading, por meio de nota, afirmou que a operação - feita por conta própria - foi absolutamente regular, legal e todos os impostos foram rigorosamente recolhidos.

De acordo com informação divulgada pela assessoria de imprensa do MPF, a butique Daslu perdeu uma carga avaliada em R$ 1,7 milhão por decisão do juiz federal Villiam Bollmann, da Justiça Federal em Itajaí (SC).

A carga, segundo o MPF, foi importada pela empresa Columbia Trading, por conta e ordem da Daslu, não teria declarado à Receita Federal que a carga era da megaloja, levando ao não-pagamento de mais de R$ 300 mil em impostos. Em razão da fraude, seu conteúdo irá a leilão.

Segundo avaliação da Receita Federal, a Daslu deixou de recolher o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que incidiria sobre a margem de lucro da loja ao vender a carga, cujo valor de varejo é avaliado em R$ 5 milhões. De acordo com a assessoria do MPF, descontados os R$ 170 mil recolhidos pela Columbia, deixaram de ser pagos pela megaloja mais R$ 330 mil em impostos.

A Columbia Trading nega que a importação tenha sido ilegal. Segundo a empresa, "os produtos em questão foram encomendados, adquiridos e pagos pela Columbia Trading – por conta própria – para comercialização no mercado interno".

A Columbia Trading diz ainda que "repele vigorosamente as suposições repassadas à imprensa", e coloca "à disposição toda a documentação que atesta a absoluta lisura das importações em questão".

Eliana Tranchesi, dona da Daslu e Antônio Carlos Piva de Albuquerque, seu irmão, sofrem três acusações por descaminho (produto lícito que é transportado de forma irregular) consumado, três por descaminho tentado (quando o crime não é consumado), nove de falsidade ideológica (devido aos documentos da Daslu em nome de importadoras) e uma por formação de quadrilha. As penas mínimas somam 21 anos.

Para os demais acusados, os importadores, foram imputados crimes de acordo com a participação de cada um, segundo as investigações realizadas pela Receita Federal, em conjunto com a Polícia Federal. As penas somadas vão de 2 a 14 anos.


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