Irmãos Cravinhos devem ficar presos até o julgamento
Rosanne D'Agostino - 31/05/2006 - 16h37
De acordo com informações do STJ, o ministro decidiu autuar a petição protocolada pelos advogados dos irmãos Cravinhos como habeas corpus. Segundo ele, o pedido não pode analisado como extensão de benefício, pois os decretos de prisão são distintos. Dessa maneira, segundo o STJ, o Ministério Público terá que apresentar parecer dizendo se concorda com a concessão da prisão domiciliar. Como o júri está marcado para acontecer na próxima segunda-feira, pode não haver tempo hábil para que eles saiam da prisão antes de serem julgados. A Justiça paulista informou que ainda não foi notificada sobre o pedido.
O pedido da defesa dos irmãos ao STJ foi apresentado na terça-feira, depois de liminar concedida, na última sexta-feira, pelo ministro Nilson Naves, a Suzane von Richthofen, que agora cumpre prisão domiciliar em São Paulo, no apartamento de seu tutor, o advogado Denivaldo Barni. Os advogados informaram que, caso seja concedida a extensão, os Cravinhos ficariam recolhidos na casa dos pais, em São Paulo.
Suzane von Richthofen e os irmãos Cravinhos são réus confessos do assassinato dos pais da estudante, Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002, e respondem por duplo homicídio triplamente qualificado (meio cruel, motivo torpe e impossibilidade de defesa) e por fraude processual, pela intenção de simular latrocínio ao revirar a biblioteca da casa.
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