Ministério Público quer pena de 50 anos para Suzane e Cravinhos
Rosanne D'Agostino - 04/06/2006 - 13h43
Um dos promotores do caso, Nadir de Campos Júnior, afirma que o MP espera uma pena máxima de 60 anos, que poderá ser reduzida por fatores atenuantes, como o fato de Suzane ser menor de 21 anos à época do crime, ser ré-primária e ter confessado os homicídios.
"O razoável para o MP são 50 anos. Um dia a menos podemos pensar em recorrer", destaca o promotor. Ele lembra que os 60 anos correspondem a dois homicídios qualificados, cuja pena máxima para cada um dos crimes chega a 30 anos.
O julgamento de Suzane e dos irmãos Cravinhos acontece a partir das 13h no Tribunal do Júri da Barra Funda, em São Paulo. Por decisão, do desembargador Damião Cogan, da 5ª Câmara Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a gravação de imagens e som foi proibida.
Os 240 assentos disponíveis no plenário serão divididos da seguinte maneira: 10 senhas para a defesa de Suzane Richthofen e sua família, 10 senhas para a defesa dos irmãos Cravinhos e sua família, 80 senhas sorteadas entre a população (a relação será divulgada ainda hoje por Última Instância), 30 senhas para a imprensa, e 110 para convidados do meio jurídico, como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), dentre outros.
No início do júri, o juiz deverá conclamar os réus a responderem a três perguntas: nome, idade e se têm advogado. Nesse momento, Suzane, Daniel e Cristian devem sentar-se à frente do juiz, e ao meio do plenário. A seguir, começa o sorteio dos sete jurados que irão decidir o futuro dos réus.
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