Soltura de Suzane von Richthofen foi um desvio de rota, afirma promotor

Rosanne D'Agostino - 29/06/2006 - 20h21

Para o promotor Roberto Tardell, a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), desta quinta-feira (29/6), que cassou liminar que mantinha Suzane von Richthofen em prisão domiciliar, "reposicionou as coisas de onde elas nunca deveriam ter saído".

Para Tardelli, promotor do caso que concedeu entrevista coletiva nesta noite, a soltura de Suzane foi um "desvio de rota, que nem no pesadelo mais cru poderia ter sido imaginada".

O promotor considera que a liminar concedida pelo ministro Nilson Naves que concedera o benefício da prisão domiciliar "era um privilégio. E digo privilégio porque não está presente em lei. Não havia justificativa ética ou jurídica nenhuma para que ela ficasse em liberdade", afirmou.

Julgamento
O júri da estudante e dos irmãos Cravinhos foi adiado no dia 5 de junho, após o que foi chamado de “manobra” dos advogados de defesa. Eles deixaram o plenário do 1º Tribunal do Júri depois que o juiz Alberto Anderson Filho, que presidia a sessão, negou o adiamento total do júri pela falta de uma testemunha. Os irmãos Cravinhos também não foram julgados, pois seus advogados sequer compareceram, alegando cerceamento de defesa.

Ao final da sessão adiada, o Ministério Público ainda tentou que o juiz determinasse a prisão da estudante. Mas Alberto Anderson Filho entendeu que não poderia contrariar a decisão de um tribunal superior.

Os irmãos Cravinhos também aguardam análise de um habeas corpus pelo STJ, em que pedem a extensão do benefício concedido à Suzane. Ainda não há data para o julgamento da liminar.


Prática Trabalhista vol.7

André Luiz Paes de Almeida

De R$ 49,00

Por R$ 39,20


Apostila Analista Tributário da Receita Federal

Vários

De R$ 125,00

Por R$ 100,00


Princípios de Direito Penal

Amadeu de Almeida Weinmann

De R$ 96,00

Por R$ 76,80


Memorização e Leitura Dinâmica para Concursos

Marisa Aguetoni Fontes

De R$ 29,00

Por R$ 23,20