Soltura de Suzane von Richthofen foi um desvio de rota, afirma promotor
Rosanne D'Agostino - 29/06/2006 - 20h21
Para Tardelli, promotor do caso que concedeu entrevista coletiva nesta noite, a soltura de Suzane foi um "desvio de rota, que nem no pesadelo mais cru poderia ter sido imaginada".
O promotor considera que a liminar concedida pelo ministro Nilson Naves que concedera o benefício da prisão domiciliar "era um privilégio. E digo privilégio porque não está presente em lei. Não havia justificativa ética ou jurídica nenhuma para que ela ficasse em liberdade", afirmou.
Julgamento
O júri da estudante e dos irmãos Cravinhos foi adiado no dia 5 de junho, após o que foi chamado de “manobra” dos advogados de defesa. Eles deixaram o plenário do 1º Tribunal do Júri depois que o juiz Alberto Anderson Filho, que presidia a sessão, negou o adiamento total do júri pela falta de uma testemunha. Os irmãos Cravinhos também não foram julgados, pois seus advogados sequer compareceram, alegando cerceamento de defesa.
Ao final da sessão adiada, o Ministério Público ainda tentou que o juiz determinasse a prisão da estudante. Mas Alberto Anderson Filho entendeu que não poderia contrariar a decisão de um tribunal superior.
Os irmãos Cravinhos também aguardam análise de um habeas corpus pelo STJ, em que pedem a extensão do benefício concedido à Suzane. Ainda não há data para o julgamento da liminar.

















