Suzane abre mão de herança mesmo absolvida, diz advogado
Rosanne D'Agostino - 14/07/2006 - 20h50
O advogado disse que sua cliente abrirá mão da herança mesmo se for absolvida no julgamento marcado para a próxima segunda-feira (17/7), às 13h, pelo Tribunal do Júri da Barra Funda. “Ela abre mão de tudo, como já o fez. Ela quer apenas uma casa e o carro dela”, afirmou. A estudante reivindica um veículo da marca Gol dado a ela pela avó paterna, Margot, além da casa em que a avó vivia.
“Suzane não tem nenhum documento, não tem nenhuma roupa dela e não pôde ter acesso a nenhum de seus objetos pessoais”, afirmou Barni, acompanhado pelos advogados criminais da jovem, Mauro Otávio Nacif e Mário Sérgio de Oliveira. “Ela não tem interesse nos bens. Ela nunca ligou para dinheiro".
De acordo com Barni, já foi pedido à Justiça que seja nomeado um novo inventariante para os bens, atualmente sob administração de seu irmão, Andreas. "Seria um terceiro, particular, sem vínculo com a família", destaca.
Barni, contudo, admite que há alguns meses a defesa realmente entrou com uma petição para que a própria Suzane administrasse o patrimônio. O motivo seria a falta de tempo do irmão, que estaria causando a dilapidação do mesmo. "Ela fez isso por amor ao próprio Andreas. Ela não seria a dona dos bens, que seriam do espólio. Só administraria porque estava em liberdade", alegou.
Ainda segundo o advogado, logo após o crime, um acordo chegou a ser proposto para que Suzane abrisse mão da herança em favor de Andreas, mas o tio, Miguel Abdalla, não aceitou. A condição seria que o tio não entrasse com uma ação de indignidade contra Suzane, o que culminaria em um processo para que ela fosse excluída da herança.
Sem acordo, a ação de exclusão foi feita e o inventário teve continuidade. A ação só deve ser apreciada depois do trânsito em julgado do processo criminal contra Suzane pela morte dos pais.
Ao ser questionado sobre o motivo pelo qual deixou para se manifestar sobre o caso às vésperas do julgamento, Barni argumentou que o processo corria em segredo de justiça e que não poderia falar sobre ele. "Eu não fiz como a promotoria, que comentou o caso que estava em segredo, mesmo não podendo fazer isso", justificou. E foi seguido por Mário Sérgio de Oliveira: "Quando a defesa se manifesta, é caldeirão de bruxarias. Quando é a acusação, é fada madrinha", protestou.
Leia mais sobre o caso Richthofen:
Defesa vai apresentar teses controversas para tentar absolver Suzane
Advogado de Suzane diz que defenderia irmãos Cravinhos
Supremo nega liminar, e Suzane fica presa até o julgamento
Advogados abandonam plenário, e júri de Suzane é adiado para 17 de julho
Constituição Federal para Concursos
Henrique Cantarino, Luís Gustavo Bezerra de Menezes
De R$ 25,00
Por R$ 20,00


















