Suzane demonstrou frieza após o crime, diz delegada
Rosanne D'Agostino - 18/07/2006 - 16h46
Segundo ela, depois do crime, o comportamento de Daniel Cravinhos e Suzane causou estranheza quando chegaram à delegacia após o crime. “Eles ficaram se abraçando, beijando, depois de terem recebido uma noticia tão horrível”, afirmou.
Ela afirmou ainda que interrogou os réus por inúmeras vezes. No dia do crime e muitos dias depois. “Estavam apaixonados, se beijavam se abraçavam, infelizmente, felizes”. Outro dos momentos de frieza teria acontecido em uma visita, narra, à casa onde ocorreram os homicídios. No dia seguinte ao enterro. “Fui até à casa deles e ficamos esperando, eles demoraram. Estavam todos na piscina. Ela estava se recompondo”, diz.
Para a delegada, “chamava a atenção a extrema frieza de Suzane, desde o dia da morte até o dia da prisão”. Ela conta que a estudante, depois de ter confessado a participação no assassinato, teve de ser fotografada na delegacia e, minutos antes, escovou os cabelos e perguntou se estava bem. “Depois, saiu agradecendo o pessoal, rindo”.
Cíntia conta ainda que Suzane foi a última a confessar o crime. “Primeiro falou o Cristian, confessou. Depois o Daniel. Suzane, depois que nada havia a fazer, confessou”, relata.
“Durante o inquérito, Suzane também tentava dominar a situação a todo momento,dizia que a versão dela era a certa durante as acareações”, afirmou. “Ela tentava manipular”. Enquanto isso, conta, Daniel estaria preocupado com a namorada, “com o bem estar dela”.
Quanto ao comportamento de Daniel e Cristian, a delegada afirma que “estavam muito nervosos. Daniel estava trêmulo, preocupado com Suzane, estava mal”. Já Cristian, estaria nervoso, mas não chegou a passar tão mal quanto Daniel.
E completa: "Nunca tinha visto tanta brutalidade num crime e, mesmo continuando a trabalhar na homicídios até hoje, nunca vi nada igual. Tinha sangue até nas paredes".
















