Júri do caso Richthofen é retomado, para leitura dos autos e exibição de fitas
Rosanne D'Agostino - 20/07/2006 - 11h54
O quarto dia do júri, que começou na segunda-feira, será inteiramente dedicado à leitura de processos e à exibição de fitas e imagens do processo. O advogado Mauro Otávio Nacif, principal defensor de Suzane, sofreu um deslocamento da retina e só deve comparecer ao julgamento à tarde. Pela manhã, a defesa da ré será feita pelo advogado Mário Sérgio de Oliveira.
Suzane chegou ao Fórum da Barra Funda, na zona Oeste da capital paulista, por volta das 10h, e os irmão Cravinhos chegaram em seguida, às 10h20. Os três são acusados da morte do casal Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane, em 31 de outubro de 2002. Desde as 10h jornalistas, convidados e sorteados aguardavam a abertura do plenário.
Ontem foram ouvidas as últimas testemunhas do caso, e houve um novo depoimento de Cristian Cravinhos, que voltou atrás e admitiu ter ajudado a matar o casal. Com a nova versão, o juiz Alberto Anderson Filho decidiu pela retirada da acareação entre Suzane e Daniel logo depois do fim da sessão dessa quarta-feira (19/7). Tanto o Ministério Público quanto os advogados dos réus consideram desnecessária a acareação após o novo interrogatório de Cristian.
Mesmo com a retirada da acareação do processo, a previsão do Ministério Público e da defesa é que o julgamento só termine na sexta-feira. Como o processo tem vários volumes, a expectativa é de que a leitura dos autos dure mais de um dia. Terminada essa fase, começam os debates entre defesa e acusação, para só então os sete jurados se reunirem para decidir a sorte de Suzane, Daniel e Cristian.
Cristian chorou muito em seu segundo depoimento, ao dar detalhes de como ajudou a assassinar Marísia. O novo interrogatório, fruto de um acordo entre a defesa de Cristian e a promotoria, também responsabilizou Suzane como "condutora" e "mentora" do crime. Cristian conta que Suzane o convidou a participar do assassinato dos próprios pais dizendo que, com eles, ela não poderia ter “uma vida”. Leia mais aqui sobre o segundo depoimento de Cristian Cravinhos.
















