Advogado de Suzane volta a prometer “bomba” para final do julgamento

Rosanne D'Agostino - 21/07/2006 - 11h32

O principal advogado de defesa de Suzane von Richthofen, Mauro Otávio Nacif, voltou a prometer uma “bomba” para o final do julgamento de sua cliente, ao chegar para o último dia de júri nesta sexta-feira (21/7). Desde segunda-feira (17/7), início do júri popular que irá decidir o destino de Suzane e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, o advogado da jovem vem criando expectativa em torno de sua argumentação.

Suzane e os irmãos Cravinhos são réus no julgamento do assassinato dos pais da moça, Manfred e Marísia von Richthofen, em 31 de outubro de 2002.

Nacif não quis dar detalhes sobre o que seria o recurso bombástico, mas afirmou que faz parte de um raciocínio novo que irá fazer com que os jurados reflitam e a inocentem. “Suzane já sabe o que é e chorou quando contei a ela”, disse Nacif a Última Instância.

Segundo ele, o argumento será utilizado nos oito minutos finais de sua defesa. “Ainda não sei [exatamente quando utilizar], porque só existe tréplica quando a promotoria pede a réplica. E eles podem não pedir”, afirma.

Nacif declarou que serão utilizadas duas teses controversas no direito brasileiro para tentar livrar sua cliente: a da coação moral irresistível e a da não exigibilidade de conduta adversa.

O defensor de Suzane disse que seu maior desejo é conseguir mais tempo para defender sua cliente e que pode pedir a nulidade do julgamento se isso não acontecer. “O que eu mais quero na minha vida é essa meia hora para fazer minha defesa”, afirmou.


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