Advogado de Suzane volta a prometer “bomba” para final do julgamento
Rosanne D'Agostino - 21/07/2006 - 11h32
Suzane e os irmãos Cravinhos são réus no julgamento do assassinato dos pais da moça, Manfred e Marísia von Richthofen, em 31 de outubro de 2002.
Nacif não quis dar detalhes sobre o que seria o recurso bombástico, mas afirmou que faz parte de um raciocínio novo que irá fazer com que os jurados reflitam e a inocentem. “Suzane já sabe o que é e chorou quando contei a ela”, disse Nacif a Última Instância.
Segundo ele, o argumento será utilizado nos oito minutos finais de sua defesa. “Ainda não sei [exatamente quando utilizar], porque só existe tréplica quando a promotoria pede a réplica. E eles podem não pedir”, afirma.
Nacif declarou que serão utilizadas duas teses controversas no direito brasileiro para tentar livrar sua cliente: a da coação moral irresistível e a da não exigibilidade de conduta adversa.
O defensor de Suzane disse que seu maior desejo é conseguir mais tempo para defender sua cliente e que pode pedir a nulidade do julgamento se isso não acontecer. “O que eu mais quero na minha vida é essa meia hora para fazer minha defesa”, afirmou.
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