Advogado pede absolvição de Suzane e não apresenta “bomba” prometida
Rosanne D'Agostino - 21/07/2006 - 20h11
O pedido de absolvição se baseia em duas teses de Nacif: a de coação moral irresistível (Suzane teria sido levada por seu namorado à época do crime, Daniel Cravinhos, a matar os pais) e a de não exigibilidade de conduta diversa (por amar Daniel e ter sido coagida, ela não poderia ter agido de outra forma). Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos são réus no julgamento.
Nacif encerrou a fase de debates do julgamento, pois a acusação não pedirá réplica. Com isso, o juiz do caso, Alberto Anderson Filho, elabora um questionário para os sete jurados que compõem o júri popular responderem.
O questionário é uma garantia de que o júri esteve atento a pontos importantes do processo e contém apenas as respostas “sim” e “não”. Para manter o sigilo de suas opiniões, os jurados depositam suas respostas em uma urna, que é aberta pelo juiz. Em seguida, chega-se ao veredicto, e o juiz redige a sentença que será lida no plenário do 1º Tribunal do Júri da Barra Funda (São Paulo), onde acontece o julgamento.
Gorou
Desde segunda-feira (17/7), início do julgamento, Nacif vem prometendo “uma bomba” para mudar o modo como os jurados vêem o caso. Por uma hora e meia, apresentou a argumentação de defesa de sua cliente sem trazer nenhuma novidade.
O inusitado pedido para os jurados conhecerem a carceragem do Fórum, onde Suzane e os Cravinhos ficaram para um depoimento que seria colhido dos réus, foi aceito por apenas um dos sete jurados. Nacif, assim, frustrou a expectativa que criou em relação à “bomba”.
A verdadeira “bomba” do julgamento ficou por conta do novo depoimento de Cristian Cravinhos, que inicialmente havia dito que não participou do crime. No novo depoimento, Cristian admitiu ter desferido os golpes que puseram fim à vida de Marísia.
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