Ministério Público denuncia Marcola e mais 18 por morte em Jundiaí
Rosanne D'Agostino - 06/09/2006 - 16h35
De acordo com a denúncia, protocolada na Vara do Júri de Jundiaí, onde se encontra sob segredo de Justiça, oito dos acusados teriam cercado o carro dos policiais em quatro motocicletas e atirado contra o policial militar Nelson Pinto, que não sobreviveu aos disparos. Além disso, causaram ferimentos graves em outro PM, que foi socorrido a tempo.
Marcola e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, foram denunciados pelo homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe —na intenção de eliminar o maior número de pessoas— e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas), pela tentativa de homicídio do PM e por concorrerem para a realização do ataque, de dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau (SP).
“Eis que, como dois dos líderes máximos da organização criminosa conhecida como PCC, determinaram a todos os seus integrantes que matassem todos os policiais, civis e militares, e demais autoridades que encontrassem a partir do dia 12 de maio de 2006”, diz a denúncia.
Também são acusados pelos homicídios, e por formação de quadrilha em forma de organização criminosa, Marcos Antônio Roque, o Fião, Juliano da Silva Dias, o Cabelera, Ricardo Alexandrino da Silva, o Ricardinho, Sérgio Eduardo de Castro, o Cabelinho, Vlademir Francisco de Assis, o Mirim, e Paulo Sérgio Elídio, o Paulinho. Todos os crimes em forma de concurso material (em que se somam as penas aplicadas).
Podem responder pelos mesmos crimes os acusados Rodrigo de Brito Ubaldo, o Dacova, Marcos Paulo Ferreira Lustosa, o Marquinho, Adriano Paulo da Costa, o Balato, Adriano Bezerra Messias, o Piti, Eduardo Alexandre da Silva, o Dú, Anderson Paixão Bertoldo, o Gordinho do Cecap, Rodrigo Musseli Teles da Silva, o Rodriguinho, e Henrique Daniel dos Santos, o Sanguíneo. Fernanda Vetori Maria é acusada de fazer parte da organização criminosa.
A denúncia também trata de tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, supostamente cometidos por Gelson Gomes, o Gelsinho, seu irmão, Gilson Aparecido Gomes. Isso porque, em um depósito em Jundiaí, foram encontradas grandes quantidades de maconha, crack, cocaína, trituradores de fumo, dentre outros instrumentos para lidar com as drogas, que pertenceriam aos acusados.
Gelsinho, apontado como membro do PCC na região de Jundiaí, também é acusado de fornecer um imóvel para a “reunião em que os demais membros da facção foram informados das ordens de execução de policiais e demais autoridades públicas”.
O Gaerco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Campinas pediu a prisão dos acusados que não estão detidos.
Leia também:
Editora Globo terá de indenizar atacante Edmundo em R$ 35 mil
Ministério Público denuncia 25 acusados de fraudes na Previdência Social

















