Ex-prefeito Celso Pitta afirma que ranking do MP-SP é um despropósito
Marina Diana - 27/03/2007 - 19h37
“É uma agressão gratuita à honra. Temos que lembrar a prerrogativa da Constituição Federal de que a pessoa é presumidamente inocente até que julgada em contrário”, criticou. Segundo Pitta, “nunca mostram o outro lado da moeda. Quando as pessoas são absolvidas, nenhuma divulgação é feita. São dois pesos, duas medidas”, disse.
Ainda de acordo com o ex-prefeito, os valores apontados na reportagem são irrealistas e se prendem, no caso dele, a dois processos de créditos suplementares. “Não existe condenação oriunda do Ministério Público do Estado de São Paulo. Lamento cada vez que o assunto é colocado na mídia porque é um despropósito total”, afirmou.
Com acusações de desvio de dinheiro público de cerca de R$ 3 bilhões e 20 ações correndo na Justiça, Paulo Maluf (PP-SP), ex-prefeito da capital paulista (1993-1996), lidera um ranking do Ministério Público, que inclui apenas o Estado de São Paulo. O ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000) aparece em segundo lugar, seguido da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que governou a cidade entre 2001 e 2004.
As ações civis públicas foram propostas pela Promotoria de Justiça e Cidadania de São Paulo com base nas leis 7.347/85 (Lei de Ação Civil Pública) e 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa). Contra Celso Pitta, correm 15 ações para a devolução ou ressarcimento dos cofres públicos. Contra Marta Suplicy, são oito. Nos três casos, há quatro ou cinco réus por processo, e as ações ainda podem demorar para serem julgadas em definitivo.
















