Exame de Ordem deveria ter coordenação do MEC, diz Luiz Flávio Gomes

Marina Diana - 15/04/2007 - 11h30

Neste domingo (15/4) foi realizado o primeiro Exame de Ordem unificado em todo o país. Apenas em São Paulo, foram mais de 20 mil inscritos. Grande parte dos candidatos está, no mínimo, na segunda tentativa de conseguir passar na prova que traz ao bacharel em direito o efetivo título de advogado. A explicação da baixa aprovação pode estar em uma prova propositalmente difícil. Esse é o entendimento de Luiz Flávio Gomes, mestre em direito penal e coordenador pedagógico do curso que leva seu nome.

Para ele, o Exame de Ordem deveria ser coordenado pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura) e não ser algo institucional. Isto porque seria mais coerente comprovar a tese de que o ensino está ruim e, por óbvio, desqualificar instituições sem capacidade para manter um curso jurídico porque tem autoridade para tanto, diferentemente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

“A prova pode ser dificultada apenas para justificar que os alunos não sabem nada”, disse.

A má qualidade das faculdades e alunos despreparados são outros fatores citados por Luiz Flávio Gomes. Segundo ele, o amadurecimento do estudante de direito faz o diferencial no aprendizado.

Luiz Flávio Gomes comentou ainda sobre a preferência dos bacharéis pela disciplina de direito penal na segunda fase. “Eles acham que é mais fácil. Isso é uma ilusão. A área penal tem tanta dificuldade quanto as outras. As pessoas acham errado”, finalizou.


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