Ministro Paulo Medina pede afastamento do STJ
Da Redação - 20/04/2007 - 19h23
O pedido do ministro acontece dias depois de seu nome figurar em diversas reportagens sobre seu irmão, o advogado Virgilio Medina, que foi preso na operação Hurricane (Furacão, em inglês), realizada no dia 13 de abril. Virgílio Medina foi gravado pela PF, com autorização judicial, negociando decisões favoráveis aos bingos.
O advogado é apontado em investigações da Polícia Federal como uma das pessoas que colaboravam na negociação de decisões judiciais beneficiando empresas de exploração de jogos de azar. O ministro Paulo Medina concedeu liminar que liberou o uso de máquinas de caça-níqueis em Niterói (RJ).
Nesta quinta-feira (19/4), por meio de seu presidente, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, o STJ solicitou informações ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o inquérito que trata da operação.
“Diante do noticiário que vem sendo veiculado na mídia, envolvendo membro desta Corte [Medina] e com vistas a um posicionamento por parte do tribunal, solicito de vossa excelência informações e elementos referentes ao Inquérito 2424/STF”, diz Monteiro Filho no ofício.
A operação Furacão prendeu 25 pessoas na semana passada, entre magistrados, advogados, procuradores e pessoas ligadas a escolas de samba do Rio de Janeiro. O objetivo da ação é desbartar um esquema de favorecimento à exploção de bingos e caça-níqueis, que passaria pela venda de sentenças.
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