Funcionário de telefônica teria “vazado” informação a investigados pela PF
Rosanne D'Agostino - 20/04/2007 - 19h24
Segundo Araújo, as informações teriam sido passadas para um policial civil envolvido na investigação. O policial estaria ligado ao esquema —de exploração de jogos e de compensação de créditos tributários— e teria informado a seus integrantes o andamento da apuração.
“Muitas provas foram destruídas. Há suspeita de participação de policiais e de funcionários de uma telefonia envolvidos na investigação que podem ter vazado informações aos investigados”, afirmou o superintendente da PF, que classificou a perda com o vazamento como “muito grande”.
O esquema contava com o pagamento de entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para os lobistas que atuariam na negociação de sentenças em nome de bingos e de empresas interessadas nos créditos. Um bingo teria chegado a pagar R$ 150 mil por uma decisão.
“Bingo era um dos componentes, mas o forte era a compensação de crédito tributário”, disse Araújo. “Abstratamente, em uma decisão judicial, é possível se obter benefícios tributários para compensar títulos que já não têm valor no mercado, ou mesmo para conseguir compensação de créditos de terceiros e ter benefício fiscal.”
A operação Têmis cumpriu 80 mandados de busca e apreensão, inclusive, na sede do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, na av. Paulista.
Foram apreendidos documentos e computadores nas salas dos desembargadores federais Roberto Haddad, Alda Bastos e Nery da Costa Júnior e dos juízes federais Maria Cristina B. Cukierkorn (23ª Vara Federal) e Djalma Moreira Gomes (25ª Vara Federal) serão enviados à Superintendência da PF, em Brasília, e depois ao Superior Tribunal de Justiça.
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