Presidente da comissão do Exame de Ordem defende conteúdo da prova
Marina Diana - 03/06/2007 - 09h44
Além disso, ele alegou que a primeira fase do 132º Exame, cuja aprovação ultrapassou os 50%, exigiu, na elaboração das questões, que todas fossem mais diretas, evitando abordagens como aquelas que exigem três pressupostos e dá quatro alternativas, mostrando uma ou duas corretas, que confundem o bacharel.
“Isso deixa o candidato extremamente exausto. Mas não quero, com isso, desmerecer as questões feitas nos exames anteriores. A OAB, diferentemente do que muitos insistem em afirmar, não tenta fazer uma reserva de mercado. Isso é pura bobagem. Mas enquanto existir o Exame de Ordem, sempre haverá esse combate”, disse o presidente da comissão, que criticou as faculdades de direito. “O que assistimos é que as instituições não formam advogados. E o se atribui a esse fenômeno é um interesse mercantilista, é a exploração do negócio ´educação´. O objetivo deveria ser a formação e não o lucro.”
Braz afirmou, ainda, que tipicidade da segunda parte do Exame, por ser uma fase prática que exige peças e a elaboração ideal de respostas a questões escritas, é uma situação em que nunca haverá unanimidade por parte daqueles que criticam a prova. “A unanimidade é burra”, disse.
O presidente da comissão adiantou que o 131º Exame de Ordem deverá acontecer no dia 19 de agosto, ainda a confirmar. A data, no entanto, será unificado com os demais Estados, a exemplo do que ocorreu na última prova.
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