Canais públicos serão exibidos por TV a cabo em tecnologia digital

Da Redação - 18/06/2007 - 16h26

O Ministério Público Federal, por meio do Grupo de Trabalho de Comunicação Social da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, assinou com a NET Serviços de Comunicação um TAC (termo de ajustamento de conduta) para que sejam serão incluídos na programação digital da operadora, até 31 de dezembro de 2007, todos os canais básicos de utilização gratuita, como os canais comunitários, universitários, legislativos, TV Justiça, TV Câmara e TV Senado.

O MPF em São Paulo instaurou procedimento administrativo para apurar o motivo da exclusão dos canais básicos da programação digital da operadora em 2006. Para poder assisti-los, o cliente da NET, que já possuía sinal digital, era obrigado a sintonizá-los diretamente em sua TV, desligando o decoder digital.

Muitos consumidores sequer souberam da mudança quando houve a troca do decoder análogo para o digital, outros perderam o acesso aos canais, pois não dispunham do sinal das transmissões diretamente no sintonizador da TV, o que deveria ser providenciado pelo técnico da NET quando da troca do aparelho.

Com o acordo, todos os canais básicos ficarão juntos com os demais canais de TV aberta na programação, evitando que os canais públicos voltem a ficar em posição desfavorável na lista de canais. A NET comprometeu-se também a oferecer informações sobre os programas desses canais no menu eletrônico da programação digital.

Para compensar social o dano causado aos consumidores pela falta dos canais, o acordo prevê a revisão do projeto de responsabilidade social da operadora de TV à cabo, o NET Educação. Assim, a NET deverá fornecer internet banda larga gratuitamente a todas as escolas municipais nas localidades por onde passa o cabeamento da empresa. O prazo para a apresentação do projeto é de 90 dias.

Assinaram o acordo, pelo MPF, os procuradores da República Sergio Gardenghi Suiama e Fernando de Almeida Martins, pela NET, o diretor de programação, Fernando de Magalhães e o advogado da programadora, Antonio Salles Baptista, e os presidentes das seguintes associações de TVs: Gabriel Priolli, da ABTU (Associação Brasileira de Televisão Universitária), Fernando Mauro Di Marzo Trezza, da Abccom (Associação Brasileira de Canais Comunitários) e Diógenes Dantas, da Astral (Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas).


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