OPERAÇÃO ABATEDOURO

Receita Federal desarticula quadrilha de sonegação fiscal em frigoríficos

do DCI - 22/06/2007 - 13h57

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram, na madrugada desta quinta-feira, a operação Abatedouro, com o objetivo de desarticular um esquema de sonegação fiscal mantido por dois grandes grupos de empresas atuantes no ramo frigorífico e de abate de gado.

A ação aconteceu nos Estados do Maranhão, de Tocantins, do Pará e de São Paulo, nos quais foram cumpridos 23 mandados de busca e nove de prisão temporária. Estima-se que essas irregularidades tenham causado prejuízos de R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos.

Além da sonegação, foram apurados também os delitos de formação de quadrilha, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Imperatriz e Açailândia, no Maranhão, Araguaína, no Tocantins, Eldorado dos Carajás e Altamira, no Pará e Fernandópolis e São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

A operação também apreendeu diversos computadores, contratos sociais, procurações e documentos diversos, relacionados aos fatos em apuração.

De acordo com a Receita, as operações de compra de boi ao produtor rural, abate e venda da carne no mercado atacadista eram feitas com empresas de fachada. Assim, os reais donos dos frigoríficos conseguiam escapar da fiscalização e do pagamento das dívidas, evitando a penhora de bens. Para manter o esquema de sonegação, empresas eram abertas e fechadas em ritmo acelerado.

As irregularidades envolvem cerca de 20 empresas, além de 32 pessoas físicas.

Operação Oriente
Além dessa operação, a Receita e a PF deflagraram ontem a operação Oriente em Santa Catarina, com o objetivo de desarticular a entrada ilegal de mercadorias do Paraguai no comércio de Joinville (SC), com a prisão de seus principais responsáveis.

Foram 25 mandados de busca e sete de prisão em Joinville, além de outros dois de busca, um em Curitiba e outro em Foz do Iguaçu, ambos no Paraná. São investigados proprietários de estabelecimentos comerciais do ramo de informática e eletrônicos comprados em Ciudad del Este, no Paraguai.

De acordo com a Receita, a encomenda das mercadorias era feita por meios eletrônicos, telefone ou por intermediários. Além disso, segundo o Fisco, os acusados mantinham pouca mercadoria em estoque para evitar grandes perdas em fiscalizações.

Reportagem produzida pelo jornal DCI e reproduzida por Última Instância com autorização concedida por contrato de licenciamento de conteúdo


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