Justiça aceita denúncia contra 20 acusados de furto pelo Internet banking

Da Redação - 18/07/2007 - 13h25

A Justiça Federal em Divinópolis (Minas Gerais) recebeu na última terça-feira (17/7) denúncia do Ministério Público Federal contra vinte pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em furtos pelo sistema de internet banking.

Segundo informações do MPF, clientes da CEF (Caixa Econômica Federal) e da Nossa Caixa de todo o país foram lesados pela quadrilha que tinha sua base operacional nos municípios mineiros de Itaúna e Divinópolis.

Os denunciados, 18 homens e duas mulheres, são acusados, conforme o caso, da prática dos crimes de quadrilha, interceptação telemática não autorizada, furto qualificado, quebra de sigilo bancário não autorizada, corrupção de menores para a prática de crimes e uso de documento público falso. Dois deles ainda estão foragidos.

As investigações tiveram início a partir de contestações de transações bancárias enviadas pela CEF de Itaúna. Um correntista reclamou de três transferências eletrônicas que partiram de sua conta de poupança para contas de terceiros.

No dia 1º de junho passado, a Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva contra os principais membros da quadrilha, na chamada operação Pedra Negra.

Organização
A quadrilha compunha-se de quatro núcleos denominados de “hackers”, “biscoiteiros”, “carteiros” e “laranjas”.

Os “hackers”, situados no topo da organização, responsabilizavam-se pela criação ou aquisição de programas de computador destinados a capturar os dados que franqueavam acesso às contas bancárias dos correntistas, incluindo a respectiva senha.

Também cuidavam de escolher as vítimas, instalar os programas em suas máquinas e coletar seus dados, a fim de permitir, à revelia dos titulares das contas, a transferência dos recursos ali depositados.

Na outra extremidade da organização, figuravam os “laranjas”, que cediam seus cartões magnéticos e senhas para recepcionar as transferências fraudulentas de valores. Estima-se que pelo menos doze menores participaram dos crimes na condição de “laranjas”.

Além disso, os “carteiros” encarregavam-se de arregimentar os cartões magnéticos e senhas dos “laranjas”. Já os “biscoiteiros” eram as pessoas de confiança dos “hackers”. Em alguns casos, eles se limitavam a repassar aos hackers os dados das contas pelos “carteiros”; em outros, promoviam as transferências fraudulentas.


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