MPF entra com ação para fechar aeroporto de Congonhas após acidente da TAM

Rosanne D'Agostino - 18/07/2007 - 17h51

A exemplo do que fez há seis meses, o Ministério Público Federal protocolou nesta quarta-feira (18/7) na Justiça Federal uma segunda ação civil pública pedindo o fechamento do aeroporto de Congonhas, a fim de evitar novos acidentes devido às más condições da pista. Leia a íntegra da ação aqui

A ação é assinada pelos procuradores da República Fernanda Taubemblatt, Márcio Schusterschitz e Suzana Fairbanks Lima de Oliveira e já foi distribuída ao juiz Clécio Braschi, da 8ª Vara da Justiça Federal em São Paulo.

O objetivo é fechar o aeroporto até a conclusão dos trabalhos e dos resultados de perícia, de forma a garantir a segurança de todos os usuários do transporte aéreo e dos moradores da região. Os vôos seriam transferidos para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos e para o Viracopos, em Campinas.

Também nesta quarta-feira, o promotor de Justiça João Honório de Souza Franco foi designado para acompanhar as investigações criminais do caso representando o Ministério Público de São Paulo.

O Airbus A-320 da TAM caiu na terça-feira (17/7) com 186 passageiros e pegou fogo após bater em um prédio da TAM Express em frente ao aeroporto de Congonhas. O acidente aconteceu com o vôo 3054, que partiu de Porto Alegre (RS) com destino a São Paulo.

A aeronave teria derrapado na pista principal quando tentava pousar e atravessado a avenida Washington Luís. De acordo com governador de São Paulo, José Serra, a chance de haver sobreviventes do vôo é quase nula.

Na primeira ação, os procuradores alegaram que havia risco às vidas de passageiros, tripulantes e moradores do entorno do aeroporto, em virtude de constantes derrapagens, causadas por um sistema de drenagem ineficiente da pista.

Na segunda-feira (16/7), um avião da empresa Pantanal derrapou às 12h43 na pista recém-reformada. Chovia no momento e, devido à derrapagem, a pista principal ficou interditada até as 13h02.

A primeira ação foi encerrada após a apresentação de informações pela Infraero e Anac e a pista não chegou a ser fechada. Depois de passar por reformas, foi liberada no dia 30 de junho para pousos e decolagens. No entanto, não foi feito o grooving (termo técnico para as ranhuras feitas na pista com o objetivo de auxiliar no escoamento da água e dar mais aderência aos pneus dos aviões).


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