Ministério Público denuncia dono da boate Bahamas, em SP

Rosanne D'Agostino - 03/08/2007 - 17h32

O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra o empresário Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, localizada em Moema e interditada nesta sexta-feira (3/8) pela Prefeitura de São Paulo. Ele é acusado de formação de quadrilha, facilitação à prostituição, exploração de casa de prostituição e tráfico interno de pessoas.

A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça José Carlos Blat, deve ser analisada pelo juiz Edson Aparecido Brandão, da 5ª Vara Criminal paulista. O promotor somente deve manifestar-se sobre o caso após a palavra do juiz.

A denúncia acontece depois que o empresário afirmou à TV Bandeirantes que o local seria uma “casa de prostituição”. Ele também é dono do Oscar´s Hotel, próximo ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, também interditado por ter sido considerado irregular pela Prefeitura.

O prefeito Gilberto Kassab e o secretário de Habitação, Orlando Almeida, acompanharam a colocação de blocos de concreto na entrada do hotel, que dificultaria pousos no aeroporto, conforme noticiado após a queda do Airbus da TAM no dia 17 de julho, causando a morte de 199 pessoas.

Após a interdição do Bahamas, o empresário afirmou que seus advogados recorreriam da decisão e que a situação era regular. Além disso, outras casas semelhantes na capital não eram fechadas. Ele ainda taxou a ação da Prefeitura de promocional.

O subprefeito da Vila Mariana, Fábio Lepique, afirmou que o pedido de licenciamento não era para uma casa de prostituição.


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