Mensalão: STF processa Dirceu, Delúbio e Genoino, mas rejeita contra Silvinho
Camilo Toscano - 27/08/2007 - 20h51
Todas as denúncias foram recebidas por unanimidade, com exceção à que pesava contra Genoino. O ministro Eros Grau rejeitou o item. Até o momento, são 37 reús de 40 acusados no suposto esquema do “Mensalão”.
O Supremo analisa desde a quarta-feira (22) a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contra 40 acusados de participação no suposto esquema.
Dirceu, acusado de comandar o suposto esquema, encabeça o chamado núcleo político presente na denúncia da PGR, cujos membros ainda poderão ser processado por formação de quadrilha. O Supremo já considerou que os quatro acusados não responderão por peculato.
Os ministros também receberam denúncia por corrupção ativa contra o chamado núcleo publicitário, composto por Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Rogério Tolentino (advogado da Tolentino e Associados, que prestava serviços à SMP&B) —contra ele pesavam apenas as acusações que envolvem o PP— Simone Vasconcelos (ex-diretora da SMP&B) e Geiza Dias (ex-auxiliar da diretoria das empresas de Marcos Valério).
A sessão foi interrompida por volta das 20h30 e deve ser retomada nesta terça, às 10h, com a análise das denúncias de formação de quadrilha contra os núcleos político, publicitário e financeiro; evasão de divisas contra os núcleo publicitário e financeiro, além das que ainda pesam sobre o publicitário Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes (que também são acusados de lavagem de dinheiro) e contra o deputado José Borba (PR), também por lavagem de dinheiro.
Balanço
As denúncias também foram recebidas contra os membros do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Roberto Jefferson (ex-deputado federal), Emerson Palmieri (ex-1º secretário do partido) e Romeu Queiroz (ex-deputado federal) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Por corrupção ativa, o plenário recebeu a denúncia contra o ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto. Além dele, José Borba (PMDB) responderá por corrupção passiva.
PP
Os ministros do STF decidiram instaurar ação penal por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra o deputado Pedro Henry (PP-MT), os ex-deputados do PP José Janene e Pedro Corrêa, e o assessor parlamentar do partido João Claudio Genu.
Os donos da Bônus Banval, Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg, e o empresário Carlos Alberto Quaglia, também são alvos de ação penal, por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
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