Schoedl não tem condições de permanecer no cargo, diz procurador-geral
Rosanne D'Agostino - 29/08/2007 - 18h28
“Nós discordamos, é lamentável. Ele não tem condições de permanecer na carreira, demonstrou que não tem capacidade para trabalhar como promotor de Justiça”, criticou Pinho.
Segundo o procurador, assim que publicada a decisão, Schoedl será reconduzido ao cargo de promotor de Justiça substituto em Jales, interior de São Paulo. “Mas a decisão deve ser cumprida e vai ser tratado como qualquer promotor.”
Pinho disse ainda que não cabe recurso, mas é possível questionar o resultado do julgamento no Conselho Nacional do MP, que poderá desconstituir a decisão. “A solução é o controle externo. A própria família poderá entrar com um pedido de providências e já confirmou que o vai fazer.”
“Se ele for absolvido pelo Tribunal de Justiça [pelo crime], nós vamos recorrer”, completou.
Decisão
O Órgão Especial do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) decidiu, por 16 votos a 15, manter a decisão do Conselho Superior da instituição que já havia garantido, em março, o vitaliciamento do promotor Thales Ferri Schoedl, acusado de matar um rapaz e ferir outro na Riviera de São Lourenço, litoral de São Paulo.
Com a decisão, que revoltou os familiares, ele mantém o cargo e o salário de promotor substituto e terá direito a foro privilegiado, não sendo levado a júri popular em Bertioga pelo crime.
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