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Justiça aceita quarta denúncia e decreta prisão de ex-delegado da PF em Marília
A Justiça Federal em Marília, interior de São Paulo, recebeu a quarta denúncia contra o ex-delegado chefe da Polícia Federal no município, Washington da Cunha Menezes, por apropriação indébita de R$ 500 destinados à compra de combustível de viaturas policiais da PF.

De acordo com o MPF, além de abrir novo processo, o juiz federal da 3ª Vara Leonardo Pessorrusso de Queiroz também decretou a quarta ordem de prisão preventiva contra o ex-delegado. O réu será interrogado sobre as acusações nesta terça (11/9) na Justiça Federal de Marília.

A nova denúncia oferecida pelos procuradores da República André Libonati, Fábio Bianconcini de Freitas e Célio Vieira da Silva, é mais um desdobramento da operação Oeste, deflagrada em 26 de abril de 2007, que resultou na prisão de 43 pessoas.

Em fevereiro deste ano, o réu procurou o gerente de um posto de gasolina, que tinha convênio com a Polícia Federal em Marília. Ele disse que "precisava de R$ 500 para comprar cartuchos de tinta para impressora, que estavam em falta na delegacia", sendo que tal dinheiro deveria ser descontado do "crédito" que a delegacia possuía junto ao posto.

Alegando atraso no repasse de verbas para compra de insumos de informática, o ex-delegado conseguiu com que o proprietário do estabelecimento lhe liberasse o dinheiro, bem como emitisse cinco notas fiscais para "justificar", inclusive para que os valores não ficassem incompatíveis com a capacidade de abastecimento dum veículo.

Após o afastamento de Washington da chefia da delegacia, a operação suspeita foi investigada administrativamente pela PF, que constatou irregularidades nas notas emitidas seqüencialmente no último dia 16 de fevereiro, como, por exemplo, falta da placa da viatura e quilometragem do veículo. O gerente do posto confirmou ter atendido o pedido do ex-delegado.

Em depoimento, a servidora responsável pela aquisição disse que mesmo se faltassem cartuchos na delegacia, a compra não precisaria ser feita à vista.

A PF, em Marília, possui um convênio com empresa de recarga que faz o serviço e recebe após liberação dos recursos pela superintendência da Polícia Federal. Disse ainda que após ter tomado ciência da "alegação do delegado Washington", o questionou sobre o fato.

O delegado respondeu que um agente sabia do assunto. Ouvido, o agente da PF também negou saber ou ter participado do fato.

O Ministério Público Federal também vai começar ajuizar ações de improbidade administrativa contra os envolvidos na prática de atos ilícitos apurados na operação Oeste. Além disso, cópias dos autos da ações penais já foram encaminhados às respectivas corregedorias, para tomada das providências cabíveis.

Segunda-feira, 10 de setembro de 2007

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