Diante de fraude, presidente nacional da OAB defende exame unificado

Da Redação - 09/12/2007 - 17h46

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, condenou neste domingo (9/12) a possibilidade de quebra de sigilo das provas do 134º Exame de Ordem de São Paulo, descoberta neste sábado pela seccional paulista da Ordem.

Britto reforçou a defesa da realização do Exame de Ordem unificado, hoje integrado por 25 Estados, faltando, somente, São Paulo e Minas Gerais.

Para a edição atual do exame, a OAB já conta com a adesão do Rio de Janeiro, Santa Catarina e do Paraná. Para o próximo exame, já está confirmada a presença também do Rio Grande do Sul e de Rondônia, totalizando 25 Estados com provas aplicadas em data e com conteúdo unificado até o momento. “Nossa intenção é que, até o final do ano, tenhamos o Brasil todo integrado, uma vez que Minas Gerais já está em diálogo de integração conosco. Consideramos fundamental essa unificação para que haja uma maior segurança nas provas e melhor fiscalização do ensino jurídico brasileiro”, afirmou.

O presidente nacional da OAB lembrou que toda e qualquer seleção pública está sujeita a fraudes, tento citado como exemplos os recentes concursos do Ministério Público e da Polícia Rodoviária, descoberta neste final de semana. O que é preciso fazer para se proteger das fraudes, segundo ele, é investir na profissionalização dos organizadores e na segurança das provas.

“Não existe ainda um mecanismo que impeça as fraudes, mas temos que dificultar ao máximo a sua ocorrência. Por isso estamos em busca de um exame unificado, nacional e profissionalizado, para dificultar esse tipo de ação ilegal”, explicou Britto. “Estamos profissionalizando e tornando mais seguro o Exame de Ordem. Nosso combate à fraude tem que ser cada vez mais rigoroso”.

A gestão de Britto intensificou o processo de unificação do exame. O argumento é de que a prova unificada possibilita um maior controle da qualidade dos profissionais e oferece melhor orientação aos cursos de Direito em funcionamento no Brasil. “Se temos uma única prova, com o mesmo conteúdo em todo o país, temos melhores chances de fiscalizar o conteúdo que está sendo oferecido aos alunos e também de orientar melhor as instituições de ensino, que passam a contar com um comparativo fiel da atividade”.

Também com estatísticas unificadas, é possível avaliar nacionalmente o ensino jurídico brasileiro. Tais dados orientariam o MEC, os estudantes, a própria OAB e as instituições de ensino.

Com a unificação das provas, a logística de aplicação do exame se dá da seguinte forma: as provas são depositadas em um cofre da Polícia Federal e entregues pela própria Polícia, sempre com revezamento de bancas, sendo uma por região, para que não que não se repita o número de pessoas fazendo a mesma prova.

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