Após fraude, OAB-SP remarca 134º Exame de Ordem para o dia 27 de janeiro

Da Redação - 21/12/2007 - 13h57

A seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou nesta sexta-feira (21/12) a nova data para o 134º Exame de Ordem, que foi cancelado menos de 24 horas antes da prova por suspeita fraude. Os 24 mil candidatos inscritos devem prestar a primeira fase do Exame no dia 27 de janeiro.

A prova deve ser coordenada pelo Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos), já que a entidade rompeu contrato com a Vunesp.

Segundo o presidente da OAB-SP, não há dúvidas que o vazamento do conteúdo se deu no âmbito da fundação, responsável por editar e imprimir as provas.

"Essa convicção vem do fato de que circulou a prova já produzida antes de sua aplicação. Quero registrar que anteriormente nunca tivemos reparo à competência e lisura da fundação, que é uma entidade séria, dirigida por pessoas sérias. Certamente, a apuração da Polícia Federal, que já esteve na Vunesp acompanhando o andamento da feitura da prova irá detectar como ocorreu o vazamento e qual o seu desdobramento", afirmou D´Urso.

Ao todo, 24.827 bacharéis se inscreveram para a prova que seria realizada dia 9 de dezembro. Segundo informações da assessoria de imprensa da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da entidade, recebeu na noite de sábado um comunicado sobre o vazamento de questões da prova.

A possível fraude realizada no 134º Exame de Ordem não foi a primeira registrada no país em 2007. Goiás e Distrito Federal também foram alvos de denuncias de irregularidades na prova.

Em 12 de maio deste ano, também menos de 24 horas antes da prova realizada pela OAB-GO, a exemplo do ocorrido em São Paulo, o exame foi cancelado. Isso porque a Polícia Federal prendeu 11 pessoas acusadas de vender a aprovação no teste por até R$ 10 mil. Entre os presos na operação Passando a Limpo, promovida pela PF, estavam o presidente e o vice-presidente da comissão responsável pelo Exame da Ordem.

À época, a PF informou que a quadrilha trabalhava com dois modos de fraude: ou fornecia a prova com antecedência, para que o candidato comparecesse à prova sabendo as respostas, ou fornecia uma nova prova, idêntica à oficial, em data posterior à realização do exame, para que o inscrito passasse a prova a limpo.

Em junho desse ano a OAB-DF constatou a existência de fraude no exame realizado pela entidade em agosto de 2006. Laudos feitos nas provas da segunda fase do exame revelam que as respostas das questões discursivas de alguns candidatos foram escritas por outra pessoa.

Segundo o inquérito policial, candidatos pagavam pelo gabarito das provas. Em depoimento, dois deles afirmaram que um bacharel em direito os havia procurado, oferecendo a aprovação desde que cada um pagasse R$ 20 mil.


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