OAB quer pedir na Justiça desligamento de lombadas eletrônicas no Rio

Da Redação - 04/01/2008 - 14h12

O presidente da seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, anunciou nesta sexta-feira (4/1) que a entidade está disposta a ir ao Judiciário pedir a anulação dos atos administrativos da Secretaria Municipal de Transportes do Rio, que mantêm ligadas as lombadas eletrônicas e pardais durante a madrugada em trechos com alto risco de assaltos.

“É um absurdo que não se tenha a sensibilidade de perceber que a exigência de lombadas e de pardais de diminuição de velocidade em determinadas áreas da cidade, em horário noturno, é absurda e põe em risco a vida das pessoas”, afirmou.

De acordo com a entidade, o anúncio foi feito por Damous ao tomar conhecimento da resistência à medida, já manifestada pelo secretário municipal de Transportes do Rio, Arolde de Oliveira.

Oliveira disse, nessa quinta-feira, que o problema é de segurança pública e impôs como condição para desativar os redutores de velocidade a divisão da responsabilidade da medida com a Polícia Militar.

“A Secretaria de Transportes tem que atentar para a realidade do Rio de Janeiro, que não é uma cidade qualquer em termos de segurança pública. Temos problemas gravíssimos de segurança e isso tem que ser levado em consideração”, lembrou Wadih Damous.

O debate em torno do desligamento das lombadas eletrônicas de madrugada em trechos com alto risco de assaltos ganhou força o último dia 31, quando o ortopedista Lídio Toledo Filho foi baleado. Assaltantes perseguiram o automóvel do ortopedista depois que ele reduziu a velocidade na fiscalização eletrônica para menos de 40 km/h.


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