OAB-SP veta cigarro e usa detector de metais em 134º Exame de Ordem
Marina Diana - 28/01/2008 - 00h10
Para evitar fraudes como a ocorrida em 8 de dezembro de 2007 — quando questões da prova teriam sido divulgadas um dia antes da prova— os organizadores do exame redobraram a atenção. Cigarros foram proibidos. Durante as cinco horas (tempo máximo) de prova ninguém podia fumar.
Diferentemente das edições anteriores, quando o bacharel solicitava a saída e podia fumar por alguns minutos, desta vez a liberação era apenas para ir ao banheiro. E quando conseguia sair, um fiscal acompanhava o candidato. Em seguida, homens e mulheres passavam por um detector de metais manual, individualmente, na entrada e saída do banheiro, impreterivelmente.
No prédio da UniFMU, um dos três disponibilizados para a realização da prova, alguns fiscais chegaram a se reunir nas portas do banheiro do bloco B anunciando que, se alguém dissesse uma palavra, teria a prova recolhida e anulada imediatamente.
Mudanças
No edital publicado pela OAB-SP na semana passada, seccional paulista alterou algumas regras que vão desde a forma como deve ser interposto o recurso da segunda fase até o tipo de caneta a ser usada pelo candidato. Apenas esferográfica de tinta preta em material transparente foi permitido.
Para o presidente da comissão do Exame de Ordem, Braz Martins Neto, a medida busca inibir o uso de scanners manuais. Quem gostou da nova determinação foram muitos ambulantes que se amontoavam diante dos portões vendendo canetas a R$ 2 cada, em média.
O controle de horas no decorrer da prova também foi monitorado pelos fiscais da sala. Ao chegar ao local do exame, o candidato teve de retirar o relógio de pulso e colocá-lo em um envelope lacrado junto com o celular. A cada meia hora, um adesivo colado junto ao ‘quadro negro’ era retirado em ordem decrescente, indicando quantos minutos restavam para o inscrito realizar os testes.
As provas de todos os candidatos estavam organizadas na mesma sequência, com disciplinas idênticas, diferentemente dos exames anteriores, quando as provas eram divididas em quatro turmas. No entanto, na prova deste domingo, a ordem das respostas às questões eram diferentes, alternadas.
Dois grupos de questões foram trocados: processo penal e penal (questões 51 a 60 e 61 a 70, respectivamente) estavam invertidas e foram corrigidas em sala. Os examinadores que estavam no local garantiram que o candidato não sofreria prejuízo com o equívoco.
Calendário
O candidato não pôde ficar com o caderno de questões. No entanto, a Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos), órgão que integra a Fundação Universidade de Brasília e que foi responsável pela realização do 134º Exame de Ordem, disponibilizou, a partir das 17h, as cem questões em seu site.
Os gabaritos oficiais da prova objetiva serão divulgados no mesmo endereço eletrônico em 29 de janeiro, após as 19h. Já o resultado objetivo será revelado em 6 de fevereiro, após as 14h, tanto no site da Cespe como no site da OAB-SP.
Os recursos devem ser impetrados entre os dias 7 e 9 de fevereiro. E a segunda fase acontece em 9 de março.
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