MP-PE nega pedido de igreja para suspender distribuição de pílula no Carnaval

Da Redação - 29/01/2008 - 14h45

O MP-PE (Ministério Público de Pernambuco) negou o pedido da pastoral da Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife que queria a suspensão da distribuição de pílula anticoncepcional de emergência (levonorgestrel 0,75 mg) durante o Carnaval no Estado.

O pedido foi elaborado nesta segunda-feira (28/1), mas a promotora de Saúde, Ivana Botelho recomendou às secretarias de Saúde de Recife e de Pernambuco que mantivessem a distribuição da pílula na rede Pública de Saúde, “em especial no período carnavalesco”.

A decisão foi tomada usando como base com o laudo técnico expedido pelas médicas que atuam na promotoria de saúde, Ana Carolina de Freitas Thé e Maria Helena Ferreira da Costa. O laudo afirma, em síntese, que a pílula do dia seguinte não é um método abortivo, como a pastoral afirmava em seu pedido.

A promotora também levou em consideração a forma como a pílula será distribuída a população. Para receber o medicamento, as mulheres deverão antes passar pelos médicos do sistema público de saúde que estarão de plantão nos focos de folia. Além disso, os comprimidos serão entregues junto com um kit contendo preservativo feminino e masculino e um folheto explicativo a respeito da pílula.


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