Em campanha, Tarifa percorreu 10 mil km no Estado

Rosanne D'Agostino - 14/03/2008 - 09h53

Neste sábado, dia 15 de março, os mais de 1.800 promotores de Justiça e procuradores do Estado de São Paulo irão às urnas eleger o próximo procurador-geral de Justiça. Para o cargo do atual PGJ, Rodrigo Cesar Rebello Pinho, concorrem quatro candidatos a comandar o Ministério Público paulista por dois anos.

A fim de fornecer um espaço para discussões, reflexões e apresentação de propostas, Última Instância publica nesta semana entrevistas com cada candidato a comandar o MP-SP.

O convite foi aceito pelos procuradores Fernando Grella Vieira, que respondeu as perguntas por e-mail, e Paulo Afonso Garrido de Paula, que recebeu a reportagem do site em seu gabinete. José Oswaldo Molineiro respondeu às perguntas depois da publicação das duas primeiras entrevistas.

Para garantir lisura e imparcialidade, cada candidato foi avisado com antecedência que responderia às mesmas perguntas que os demais. Com o mesmo intuito, as respostas foram publicadas em ordem alfabética.

Apenas o procurador de Justiça José Benedito Tarifa, que declinou do convite, terá publicado um perfil de sua carreira no Ministério Público. Última Instância continua mantendo espaço caso o candidato queira conceder a entrevista.

Veja a participação de Tarifa no debate público pré-eleições.

Carreira
Ingresso no Ministério Público em 1980, o atual integrante da Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, José Benedito Tarifa, 55 anos, foi duas vezes conselheiro eleito pela Classe, duas vezes membro do Órgão Especial, coordenador do Setor de Apuração de Crimes de Prefeitos e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Cidadania.

Foi eleito para o biênio 2006/2007 como membro do CSMP (Conselho Superior do Ministério Público) com 972 votos de 1.495 promotores e procuradores de Justiça. Foi o mais votado, seguido dos concorrentes à PGJ José Oswaldo Molineiro (963) e Paulo Afonso Garrido de Paula (946).

Tarifa pretende uma gestão de diálogo e liderança participativa, “com todos os integrantes da instituição e todas as esferas de poder, independentemente da corrente de pensamento, visando, inclusive, a pacificação da instituição e uma gestão de qualidade”.

Em setembro de 2005, como membro do Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, votou pelo não-vitaliciamento do promotor substituto Thales Ferri Schoedl, acusado da morte de um jovem e de ter ferido outro em 2004, na Riviera de São Lourenço, em Bertioga.

Em campanha, percorreu mais de 10 mil km em todo o Estado, viagens nas quais colheu “valiosas e importantes sugestões que, juntamente com nosso plano de gestão, permitirão implementar moderna e adequada condução dos destinos de nossa instituição, caso venha a integrar a lista tríplice e ser nomeado pelo governador”.

Confira a íntegra da manifestação final e do depoimento do candidato no site da APMP (Associação Paulista do Ministério Público), que promoveu o debate público entre os postulantes a procurador-geral de Justiça.

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