MPF investiga nova suspeita em concurso da Câmara
Da Redação - 13/03/2008 - 19h36
Em ofício encaminhado ao Cefor (Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento) da Câmara dos Deputados e à Fundação Carlos Chagas, o procurador da República Bruno Acioli pediu informações sobre os parâmetros utilizados na correção das provas práticas.
Ele também quer saber o nome dos integrantes da banca examinadora, o motivo da identificação nominal das provas e os mecanismos de segurança adotados para garantir o anonimato dos candidatos. Também será investigado se existe alguma relação entre candidatos e examinadores da banca.
O MPF estabeleceu prazo de cinco dias úteis para que as entidades encaminhem as informações solicitadas. "O objetivo é evitar que o concurso prossiga sem que essas suspeitas sejam esclarecidas e sanadas o mais rapidamente possível, se for o caso", diz o procurador.
Ontem, Bruno Acioli reuniu-se com candidatos contra e a favor da impugnação da prova prática. Agora, o MPF aguarda o envio dos dados solicitados para decidir sobre o rumo das investigações.
O edital do concurso foi publicado em janeiro do ano passado. As provas práticas, segunda etapa do concurso, foram realizadas em 27 de janeiro desse ano e o resultado provisório divulgado em 4 de março. Ainda não foi aberto o prazo para recursos contra a prova prática.
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