Telefonica é bicampeã em ranking de reclamações do Procon-SP

Da Redação - 14/03/2008 - 14h20

A Telefonica é bicampeã do ranking de reclamações divulgado nesta sexta-feira (14/3) pela Fundação Procon-SP. Com 4.405 queixas, a empresa apresentou crescimento de 95% com relação ao ano passado.

A lista, concluída em 31 de dezembro de 2007, traz o Itaú e o Benq (celulares Siemens) em segundo e terceiro lugares, respectivamente. A Vivo ficou em quarto lugar.

Segundo o Procon-SP, o ranking contém apenas reclamações fundamentadas, ou seja, processos em que a empresa foi notificada oficialmente.

A Telefonica já havia encabeçado a lista em 1998, 1999, 2000, 2001 e 2006. Em 2004, no entanto, ocorreu uma mudança de critério que fez com que a empresa, apesar de em números absolutos ter sido a mais reclamada, ficar na 32º posição (o critério utilizado naquele ano foi o de empresas que menos atenderam às solicitações do consumidor).

Neste ano, ao elaborar o ranking, a Fundação Procon-SP agrupou os fornecedores de uma mesma marca para facilitar a leitura dos dados por parte do consumidor. O parâmetro aplicado foi o modo como a empresa é apresentada ao público.

“O consumidor, quando contrai um financiamento, um seguro ou contrata um cartão de crédito, por exemplo, identifica a credibilidade da instituição, independentemente de ser uma empresa do grupo que possui um CNPJ diferente da matriz. Isso fica nítido em campanhas publicitárias e em todo o material informativo onde se destaca a marca”, explica Carlos Augusto Coscarelli, assessor chefe do Procon-SP.

Das 20 empresas que lideram o ranking, todas têm autuação e respondem processo administrativo perante o Procon-SP. Ou seja, independentemente da empresa resolver o problema individual do consumidor, o órgão atua coletivamente.

A área de serviços essenciais (água, telefonia, luz etc.) foi a que registrou o maior número de reclamações, 31%, seguida de perto pela de produtos (móveis, eletrônicos, vestuário etc.), 30%. As aéreas de assuntos financeiros (bancos, cartões de crédito, financeiras etc.), serviços privados (escola, clubes, oficina mecânica etc.), saúde (planos de saúde, cosméticos medicamentos etc.), habitação e alimentos concentraram 25%, 10%, 3%, 0,60% e 0,22% reclamações fundamentadas, respectivamente.


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