Defesa de pai e madastra de Isabella entra com habeas corpus no TJ-SP
Danielle Ribeiro - 07/04/2008 - 17h21
O casal está preso em celas individuais de duas delegacias da capital desde que foi decretada a prisão temporária, por 30 dias, na noite de quarta (2/4).
A assessoria de imprensa do TJ-SP afirmou ser pouco provável que a decisão saia ainda nesta segunda-feira.
Os advogados de Nardoni e Jatobá alegam no habeas corpus que os dois têm endereço fixo, não têm antecedentes criminais e não oferecem risco às investigações sobre o crime, ao contrário do que disse a polícia.
A alegação dos advogados, porém, é contestada pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli, pois, se estiverem em liberdade, eles poderão retomar o contato com testemunhas consideradas chaves do caso, além de retornar ao apartamento do crime.
Sigilo
O delegado Calixto Calil Filho, que apura a morte da garota determinou que o inquérito policial do caso permaneça sob sigilo.
O sigilo foi suspenso hoje juiz Mauricio Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo. Ele levou em conta que o Ministério Público, em entrevistas à imprensa, revelou informações relevantes à investigação que estavam sob sigilo. "O MP demonstrou que o sigilo das informações não constitui formalidade imprescindível", concluiu o magistrado.
Crime
À polícia, o pai de Isabella afirmou ter chegado no edifício onde mora acompanhado da menina, da madrasta e dos outros dois filhos pequenos do segundo casamento, de três e de onze meses. Ele disse ter subido sozinho e, deixado Isabella no quarto. Ela morava com a mãe, e ficava com o pai a cada 15 dias.
Quando voltou com os demais, informou que a luz do quarto dela estava acesa e a tela de proteção da janela, cortada. A perícia, no entanto, apurou que a tela estava partida no quarto dos irmãos. Também havia sangue no local e no corredor de entrada do apartamento. O Corpo de Bombeiros foi acionado, houve tentativa de reanimação, mas sem sucesso.
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