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Para promotor, ex-cirurgião pode continuar solto mesmo se for condenado
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Rosanne D'Agostino

O promotor Alexandre Marcos Pereira disse, antes do julgamento do ex-cirurgião plástico Farah Jorge Farah, acusado de matar e esquartejar a dona-de-casa Maria do Carmo Alves em janeiro de 2003, que não será surpresa se o réu continuar solto mesmo se condenado pelo crime.

O caso guarda paralelos com outro julgamento, o do jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, condenado em maio de 2006 a 19 anos de prisão por assassinar a ex-namorada Sandra Gomide, em agosto de 2000. Pimenta pode recorrer em liberdade por conta de um habeas corpus proferido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), instância superior ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Assim como Pimenta, Farah é amparado por liminar em habeas corpus da 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) concedida em maio de 2007. Está solto desde então.

"Não vai ser nenhuma surpresa [se for condenado e sair solto do julgamento]. Mas achamos conveniente a prisão", disse o promotor. "Não é fator determinante, mas há esse risco. Fica a critério do juiz."

Segundo Pereira, no laudo da morte de Maria do Carmo Alves há a informação de que a vítima foi esquartejada ainda viva —ela estaria sob o efeito de anestesia no momento do crime.

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Terça-feira, 15 de abril de 2008

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