Testemunha chora ao falar de supostos abusos de Farah em clínica
Rosanne D'Agostino - 15/04/2008 - 21h49
De acordo com ela, os abusos foram cometidos em 1992, quando procurou Farah para uma cirurgia de redução de mama. Foram dois encontros: a consulta e a cirurgia propriamente dita. Em ambos os casos, ela era acompanhada pelo marido, que aguardava na sala de espera do consultório.
O depoimento foi dado sem a presença de Farah. Nele, descreveu o que imaginava como alucinações nos procedimentos. “Sentia uma voz no ouvido, beijos no rosto, uma língua, um aroma de frutas, banana e laranja. Não voltei nem mesmo para tirar os pontos. Eu me culpava, sou casada”, afirmou, aos prantos.
"Achava que era uma fantasia, só consegui falar sobre isso quando vi o crime [contra Maria do Carmo] pela televisão". No depoimento, ela contou que foi até a delegacia dar queixa. “Passei anos sem minhas filhas poderem beijar meu rosto. Eu e meu marido ficamos separados dentro de casa, engordei 33 quilos e fiquei com cicatrizes [das cirurgias]."
Questionada pelo promotor do caso, Alexandre Marcos Pereira, se ela havia permitido esse tipo de liberdade ao cirurgião plástico, ela garantiu que não. “Meu marido estava na sala de espera.”
O advogado de defesa de Farah, Roberto Podval, tentou desqualificar o depoimento, ao citar que, depois do crime, a vítima entrou com ação de indenização, que foi negada pela Justiça. Disse ainda que o inquérito foi arquivado.
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